Governo de SP gasta R$ 108 milhões com cartões
CATIA SEABRA
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo
No ano passado, o governo de São Paulo destinou R$ 108.384.268,26 a gastos efetuados por uma espécie de cartão de débito: o cartão de pagamento de despesas. Esse sistema de adiantamento atende a 47 diferentes classificações de despesas, da diária de pessoal a gêneros alimentícios. Mas, diferentemente do governo federal --que lançou um portal para registro dos gastos-- o Estado não oferece um sistema aberto com essa descrição.
Os dados são lançados no Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), a qual somente as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso. Ainda assim, o Sigeo não descreve, necessariamente, o objeto da compra realizada com o cartão de débito.
No dia 28 de julho do ano passado, por exemplo, foram gastos R$ 597 na Spicy, uma loja de acessórios para casa. No sistema, o ramo de atividade está classificado com "a definir". O item: "despesas miúdas e de pronto pagamento". Os R$ 977 gastos no dia 4 de abril na Presentes Mickey também recebem a mesma qualificação.
Ainda segundo o Sigeo, a Secretaria de Segurança gastou R$ 6.500,00 numa churrascaria no dia 11 de maio.
Mas, segundo o levantamento feito pela liderança do PT a pedido da Folha, o Sigeo não esclarece o motivo do gasto.
A exemplo do governo federal, o Sigeo também não apresenta descrição de grande volume dos gastos realizados através de saque. Segundo os dados do Sigeo, 44,58% dos gastos -R$ 48,3 milhões- foram realizados graças a saques.
Pelas regras fixadas pelo Estado, é permitido o saque integral do dinheiro creditado nos cartões, por exemplo, em caso de pagamento de diárias, verbas de representação e despesas com transportes.
O sistema lista o nome de autores de grandes saques, funcionários encarregados de distribuir o dinheiro aos demais servidores. Mas não relata a que serviço se referiam.
Na esfera federal, os saques representam 75,26% dos R$ 78 milhões gastos com cartão corporativo. O serviço também não é descrito. Mas o interessado pode conhecer, pela internet, o beneficiário do saque.
Para ter acesso aos registros do Sigeo, o interessado deve ir à biblioteca da Assembléia Legislativa de SP. Além dos dados lançados no Sigeo, o governo apresenta prestações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Cada compra representa um processo no TCE, ao qual o governo deve apresentar notas para comprovação de gastos.
O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, lembra que qualquer um pode fazer um requerimento de informações. No site da secretaria de Fazenda, a prestação de contas --referente a novembro-- não tem detalhes sobre os gastos.
Em São Paulo, existem 42.315 cartões de pagamento de despesa. Mas num modelo bem diferente do governo federal. No Estado, não são fornecidos cartões para ocupantes do primeiro escalão.
No governo federal, são cartões de crédito passíveis de uso para qualquer tipo de compra.
No Estado, são cartões de débito fornecidos a servidores encarregados de compras específicas. Um cartão para combustível só pode ser usado para esse fim. Não funciona em outro estabelecimento. Para os produtos sujeitos à lei de licitações, há um limite de gastos de R$ 8 mil.
Como nem todos estabelecimentos aceitam cartão, foi fixado um teto para saques segundo a natureza de despesa. Por exemplo, num cartão previsto para compra de gênero alimentício, a permissão é de 20% em saques.
As despesas miúdas consumiram R$ 30,5 milhões ano passado, dos quais cerca de R$ 20 milhões endereçados a escolas. Todo mês, o governo credita um volume de recursos nos cartões. A prestação de contas é mensal. "Isso não tem nada a ver com cartão corporativo", afirmou Mauro Ricardo.
Líder do PT na Assembléia Legislativa, Simão Pedro afirma que "não há indícios para um pedido de CPI". Mas que investigará os gastos do Estado.
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Especial



Recebo de um atento amigo colaborador e, sem comentários, dou conhecimento de parte - PARTE, pois lá tem mais, até PORTE DE ARMAS INSTITUCIONAL ( A POPULAÇÃO ELE QUER DESARMAR!)do Decreto nº. 6.381 de 27 de fevereiro de 2008 sancionado pelo LULA E O TARSO, é, por ele mesmo e para proteção dele mesmo e de seus alegres comparsas:
"Art. 1o Findo o mandato do Presidente da República, quem o
houver exercido, em caráter permanente, terá direito:
I - aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e
apoio pessoal;
II - a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III - ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em
comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5.
Art. 2o Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o serão
de livre escolha do ex-presidente da República e nomeados para
cargo em comissão destinado ao apoio a ex-presidentes da República,
integrante do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas
da Casa Civil da Presidência da República.
Art. 3o Para atendimento do disposto no art. 1o, a Secretaria de
Administração da Casa Civil da Presidência da República poderá dispor,
para cada ex-presidente, de até oito cargos em comissão do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo dois DAS 102.5,
dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1.ETC.,ETC.,ETC."
Sds. barata's.
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Considerando que conclamas a uma reflexão, atendo levantando questões em breves linhas.
Autonomia universitária? O que significa isto?
-Administrativa ? Impossível.Quem fornece os recursos é o povo e a este compete definir e fiscalizar o uso.
-Política? O povo que concedeu os recursos legitima representantes políticos para definir a utilização deles.Se o faz mal não será,justamente, porque quem devia estudar não estuda. Não só, política partidária se faz, segundo a Lei brasileira (salvo que a contestes) nos e vinculado aos partidos políticos e não nas Universidades; solo sagrado de outro tipo de debate, da ciência enquanto ciência, inclusive a política. Não será colocar o carro na frente dos bois? Não será por isto que o Brasil está na situação que está em que até o instituto e exercício do voto é falseado e manipulado?
-Acadêmica? Ah! Esta sim, deve ser integral e o é sim e lembro que me recordo dela do início da década de setenta. Conheço o sistema por dentro, ainda não o esqueci.Nada manieta o pensamento, nem o fuzil. Não continuo, sabes muito bem do que falo.
Jovem, insinuas que "ninguém faz nada" e em comenos não queres tutor;diversamente, queres autonomia? Também, a hora agora não será tua, afinal, aprendi, quando de minha vez, que :
"Quem sabe faz a hora não espera acontecer!"
Sds. barata's.
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Senhores, somos a favor do voto tripartite nas universidade públicas, pelo fato de que é necessário que aja uma autonomia universitária em instiuições de ensino superior público. Vamos refletir um pouco sobre o assunto: não queremos que nenhum presidente da república (independente de partido político), ou nenhum ministro da educação, indique alguem que venha a dirigir a instituição, e que por sua vez seja influenciado pelas normas e ideologias daqueles que estão no poder. Isso faz com que essa pessoa, uma vez indicada, siga as mesmas formas de conduzir uma instituição que possa a ser alvo de interesses dos detentores do poder, ou seja, sai um reitor corrupto, e entra outro mais corrupto ainda. Outro, presidente da república, ou ministro da educação, indicando quem deva governar, não lembra algo do corporativismo de Mussolini na Itália Fascista? Por isso SIM, A AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, SIM AO VOTO TRIPARTITE, SIM A DEMOCRACIA E AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE QUALIDADE!
Mas uma coisa, entendi muito bem a ironia dos "universitários babacas", mas estamos chegando no momento que não podemos mais aceitar o fato de rir da desgraça, algo como "zorra total", onde todos riem de coisas desagradáveis e ninguem faz nada, como se fosse tudo normal. Precisamos do apoio de toda sociedade, para construirmos algo de melhor para o nosso futuro e o futuro dos nossos.
Grato
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