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Brasil
11/02/2008 - 17h04

Base aliada e oposição racham sobre CPI mista dos Cartões

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Além do racha na oposição, o acordo para criar uma CPI mista (com deputado e senadores) dos Cartões Corporativos também dividiu a base aliada do governo. A Folha Online apurou que, em reunião com os aliados realizada nesta segunda-feira, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), apelou para que todos apóiem as investigações.

Mas o PR, o PP e parte do PMDB anunciaram que são contrários às apurações. Segundo alguns aliados, o que irritou os governistas foi o acordo do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), com a oposição --feito à revelia da base aliada.

Antes de conversar com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) --autor da proposta de CPI mista--, Jucá se reuniu com o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

Na reunião conduzida por Fontana, o alerta sobre o risco das investigações foi feito por dois dos principais defensores do Palácio do Planalto no Congresso: o vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo interlocutores, Barros teria dito durante a reunião que uma CPI não costuma prejudicar os governos passados, mas sim o atual. De acordo com os presentes, Cunha teria afirmado que durante a CPI do Apagão Aéreo na Câmara --da qual era presidente interino -- teve de redobrar esforços para evitar a politização das investigações em torno da gestão federal.

Durante a reunião, o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), afirmou que seu partido é contrário à CPI por considerá-la desnecessária. Segundo ele, o governo dispõe dos órgãos competentes para investigação sobre o uso dos cartões corporativos.

Oposição

Assim como parte dos governistas ficaram insatisfeitos com o acordo , senadores da oposição trabalham nos bastidores para modificar o requerimento de Sampaio --que fixa o ano de 1998, durante gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para o início das investigações da CPI.

Senadores oposicionistas insistem que a CPI deve investigar irregularidades no uso dos cartões corporativos a partir de 2001 --quando o mecanismo efetivamente entrou em vigor no governo FHC, apesar de ter sido criado em 1998. Parte da oposição acusa Sampaio de ter fechado o acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sem o aval de todos os partidos oposicionistas.

Parte da oposição acusa Sampaio de ter fechado o acordo com Jucá sem o aval de todos os partidos oposicionistas.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), evitou entrar na polêmica. Mas confirmou que há divergências sobre o período que deve ser investigado. Independentemente disso, o petista afirmou que os trabalhos da CPI dos Cartões Corporativos não impedirão as atividades na Câmara.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
33 opiniões
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