Base aliada e oposição racham sobre CPI mista dos Cartões
RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Além do racha na oposição, o acordo para criar uma CPI mista (com deputado e senadores) dos Cartões Corporativos também dividiu a base aliada do governo. A Folha Online apurou que, em reunião com os aliados realizada nesta segunda-feira, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), apelou para que todos apóiem as investigações.
Mas o PR, o PP e parte do PMDB anunciaram que são contrários às apurações. Segundo alguns aliados, o que irritou os governistas foi o acordo do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), com a oposição --feito à revelia da base aliada.
Antes de conversar com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) --autor da proposta de CPI mista--, Jucá se reuniu com o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).
Na reunião conduzida por Fontana, o alerta sobre o risco das investigações foi feito por dois dos principais defensores do Palácio do Planalto no Congresso: o vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Segundo interlocutores, Barros teria dito durante a reunião que uma CPI não costuma prejudicar os governos passados, mas sim o atual. De acordo com os presentes, Cunha teria afirmado que durante a CPI do Apagão Aéreo na Câmara --da qual era presidente interino -- teve de redobrar esforços para evitar a politização das investigações em torno da gestão federal.
Durante a reunião, o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), afirmou que seu partido é contrário à CPI por considerá-la desnecessária. Segundo ele, o governo dispõe dos órgãos competentes para investigação sobre o uso dos cartões corporativos.
Oposição
Assim como parte dos governistas ficaram insatisfeitos com o acordo , senadores da oposição trabalham nos bastidores para modificar o requerimento de Sampaio --que fixa o ano de 1998, durante gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para o início das investigações da CPI.
Senadores oposicionistas insistem que a CPI deve investigar irregularidades no uso dos cartões corporativos a partir de 2001 --quando o mecanismo efetivamente entrou em vigor no governo FHC, apesar de ter sido criado em 1998. Parte da oposição acusa Sampaio de ter fechado o acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sem o aval de todos os partidos oposicionistas.
Parte da oposição acusa Sampaio de ter fechado o acordo com Jucá sem o aval de todos os partidos oposicionistas.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), evitou entrar na polêmica. Mas confirmou que há divergências sobre o período que deve ser investigado. Independentemente disso, o petista afirmou que os trabalhos da CPI dos Cartões Corporativos não impedirão as atividades na Câmara.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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