Presidente do PSDB intervém para acabar com racha na oposição sobre CPI dos Cartões
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Folha Online apurou que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), entrou em campo para atuar como "bombeiro" dentro da oposição. Guerra vai conversar com líderes do DEM e do PSDB no Senado na defesa da CPI mista (formada por deputados e senadores) proposta por Carlos Sampaio (PSDB-SP) para investigar os gastos com cartões corporativos.
Senadores da oposição ficaram irritados porque Sampaio fechou o acordo para a instalação da CPI com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) sem comunicar os líderes do DEM e PSDB.
Sampaio disse que comunicou Guerra sobre os termos do acordo, assim como aos líderes da oposição na Câmara. "Eu tenho para mim que os líderes vão concordar com os termos do meu requerimento", afirmou.
Apesar da pressão dos partidos da oposição, Sampaio vai manter no requerimento de instalação da CPI mista dos Cartões Corporativos o pedido para que as investigações sejam retroativas a 1998. Sem a mudança, a CPI poderá apurar gastos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com as chamadas "contas B" --que posteriormente foram substituídas, em parte, por cartões corporativos do governo federal.
Senadores do DEM e PSDB pressionaram Sampaio, ao longo do dia, para mudar o prazo de investigações --o que provocou uma espécie de racha na oposição. Parte dos senadores oposicionistas defende que a CPI investigue os gastos do governo com cartões corporativos somente a partir de 2001, quando o mecanismo entrou em vigor. O tucano, no entanto, disse que constitucionalmente está impedido de mudar a data.
"O cartão corporativo veio para substituir, gradativamente, as 'contas B'. Como não investigá-las se elas se transformaram no cartão corporativo? Se eu disser que não vou retornar a 1998, o Supremo Tribunal Federal vai me contrariar. É inevitável chegar nas 'contas B' do governo Fernando Henrique", afirmou.
Críticas
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), inicialmente criticou a retroatividade da CPI ao ano de 1998. Mais tarde, sinalizou estar disposto a apoiar a iniciativa de Sampaio. "Não se trata de uma guerra de egos. Eu acho que o governo já recuou. Vou ter uma conversa com o PSDB, mas na minha opinião o enunciado da CPI está fechado, de bom tamanho", disse.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que vai defender a instalação da CPI mista proposta pelo tucano --já que o governo desistiu de apresentar requerimento de criação de uma comissão apenas no Senado para investigar o uso dos cartões corporativos.
"Nós queremos uma CPI mista nos termos propostos por Sampaio. O governo não vai conseguir embaralhar coisa alguma. Basta só um fato, e um parlamentar, para fazer cair qualquer maioria artificial do governo na comissão", disse Virgílio.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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