Chefe do gabinete de Lula admite mau uso de cartão corporativo
REGIANE SOARES
da Folha Online
O chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto de Carvalho, admitiu nesta segunda-feira que houve uso indevido dos cartões corporativos do governo federal. Segundo ele, o problema surgiu quando alguns funcionários não fizeram o uso adequado do meio de pagamento, mas não considera o episódio um escândalo.
"Evidente que houve mau uso do cartão", afirmou Carvalho, após cerimônia de abertura do ano judiciário paulista no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Carvalho defendeu a reparação dos erros cometidos com o cartão e a responsabilização das pessoas que cometeram as irregularidades. Porém, pediu cautela nas acusações. "Vamos olhar com cuidado antes de acusar as pessoas porque há muita acusação que depois verificaram que o uso [do cartão] foi adequado", disse o assessor, que não usa cartão corporativo.
O chefe-de-gabinete disse que o governo não teme a CPI dos Cartões e que Lula está tranqüilo com a investigação no Congresso. "O sistema [de cartões corporativos] é o melhor que existe. Não temos nenhum medo da CPI [...] Nós queremos a CPI. Nós temos interesse que tudo seja claro", afirmou.
Segundo Carvalho, é natural que a oposição faça uso político dos gastos com o cartão corporativo e, por falta de projetos e propostas, tenta transformar cada processo num escândalo.
"Na minha opinião não houve nenhum escândalo. [...] Eu não vejo escândalos. Eu vejo erros que foram cometidos e que vão ajudar pedagogicamente a uma prática melhor de governo", afirmou o assessor, ao defender a divulgação dos dados sobre o uso dos cartões na internet. "Quanto mais luz, mais transparência e menos espaço para o erro e para a corrupção", completou.
Carvalho disse ainda que o governo não vai diminuir a quantidade de cartões mas que pretende aumentar o controle e a forma disciplinada do meio de pagamento.
Cartões
Os cartões de crédito corporativos do governo federal, indicados para gastos como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, segundo reportagem da Folha publicada no dia 23 de janeiro.
No dia 1º de fevereiro, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades no uso do cartão corporativo derrubou a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
Ela decidiu deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser acusada de usar irregularmente o cartão. Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
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Especial

Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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