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Brasil
11/02/2008 - 20h42

Chefe do gabinete de Lula admite mau uso de cartão corporativo

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REGIANE SOARES
da Folha Online

O chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto de Carvalho, admitiu nesta segunda-feira que houve uso indevido dos cartões corporativos do governo federal. Segundo ele, o problema surgiu quando alguns funcionários não fizeram o uso adequado do meio de pagamento, mas não considera o episódio um escândalo.

"Evidente que houve mau uso do cartão", afirmou Carvalho, após cerimônia de abertura do ano judiciário paulista no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Carvalho defendeu a reparação dos erros cometidos com o cartão e a responsabilização das pessoas que cometeram as irregularidades. Porém, pediu cautela nas acusações. "Vamos olhar com cuidado antes de acusar as pessoas porque há muita acusação que depois verificaram que o uso [do cartão] foi adequado", disse o assessor, que não usa cartão corporativo.

O chefe-de-gabinete disse que o governo não teme a CPI dos Cartões e que Lula está tranqüilo com a investigação no Congresso. "O sistema [de cartões corporativos] é o melhor que existe. Não temos nenhum medo da CPI [...] Nós queremos a CPI. Nós temos interesse que tudo seja claro", afirmou.

Segundo Carvalho, é natural que a oposição faça uso político dos gastos com o cartão corporativo e, por falta de projetos e propostas, tenta transformar cada processo num escândalo.

"Na minha opinião não houve nenhum escândalo. [...] Eu não vejo escândalos. Eu vejo erros que foram cometidos e que vão ajudar pedagogicamente a uma prática melhor de governo", afirmou o assessor, ao defender a divulgação dos dados sobre o uso dos cartões na internet. "Quanto mais luz, mais transparência e menos espaço para o erro e para a corrupção", completou.

Carvalho disse ainda que o governo não vai diminuir a quantidade de cartões mas que pretende aumentar o controle e a forma disciplinada do meio de pagamento.

Cartões

Os cartões de crédito corporativos do governo federal, indicados para gastos como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, segundo reportagem da Folha publicada no dia 23 de janeiro.

No dia 1º de fevereiro, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades no uso do cartão corporativo derrubou a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Ela decidiu deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser acusada de usar irregularmente o cartão. Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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