Com dificuldades em instalar CPI, PT busca outras formas para investigar cartões de SP
REGIANE SOARES
da Folha Online
Com dificuldades em conseguir as 32 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de CPI dos cartões de São Paulo, a bancada do PT na Assembléia Legislativa decidiu procurar outras formas para fiscalizar o uso dos cartões de pagamento do governo paulista. O líder da bancada petista, deputado Simão Pedro, disse que o objetivo é "aprofundar as investigações", independente da instalação da comissão parlamentar.
O líder petista disse que a oposição já tem 22 assinaturas no requerimento da CPI: 20 dos deputados do PT, um do PSOL e outro do PV. Porém, mesmo que o PT consiga o apoio mínimo necessário de 32 parlamentares, a CPI só começará a tramitar se o plenário da Assembléia aprovar o pedido por, no mínimo, 48 votos favoráveis. Isso porque o regimento interno da Casa só permite a tramitação de cinco comissões ao mesmo tempo, o que já ocorre.
Simão Pedro disse que tentou hoje um acordo com o líder do governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), para instalar a CPI nos mesmos moldes do que foi feito em Brasília para instalar a CPI dos Cartões Corporativos do governo federal. Porém, segundo o petista, a tentativa foi sem sucesso. Segundo o líder, o tucano "conclamou" os demais líderes partidários para impedir a abertura da CPI.
"A CPI é uma estratégia, mas não estamos parados. Temos outros instrumentos de fiscalização. Acredito que a CPI é a melhor forma de o governo dizer que não tem medo [da investigação]", afirmou o petista.
Simão Pedro disse que o PT vai convidar o secretário Estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, para explicar os gastos com o cartão e solicitar ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) uma auditoria sobre o uso dos cartões desde 2001, quando o meio de pagamento começou a ser usado.
Além disso, o partido também vai apresentar uma representação no Ministério Público do Estado para apurar o caso. Segundo o líder petista, o objetivo da representação é confirmar se o vice-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento, Alberto Goldman, usou recursos públicos para pagar a entrada de um teatro em uma viagem aos Estados Unidos. Segundo Simão Pedro, foram gastos US$ 111 (cerca R$ 200).
A reportagem não localizou Barros Munhoz em seu gabinete na noite desta terça-feira para comentar o assunto.
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Especial



Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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