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Brasil
13/02/2008 - 13h29

Sem acordo com oposição, governo adia negociação sobre cargos da CPI dos Cartões

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Terminou sem acordo a reunião de líderes partidários nesta quarta-feira sobre a indicação para os principais cargos da CPI mista --formada por deputados e senadores-- dos Cartões. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que essa negociação só será retomada depois que o requerimento de abertura de CPI for protocolado no Congresso.

"Tem que protocolar o requerimento primeiro para depois negociar [os cargos na CPI", disse Jucá após o encontro.

Para ser protocolada, o requerimento precisa das assinaturas de ao menos 171 deputados e 27 senadores. Esse número ainda não foi atingido.

O impasse entre a oposição e a base aliada se dá em torno dos dois principais cargos da comissão: presidência e relatoria. Os governistas alegam que têm o direito de indicar os nomes para os dois postos porque possuem as maiores bancadas da Câmara e do Senado.

Insatisfeita com a distribuição, a oposição ameaça obstruir as votações do Congresso se não ficar com pelo menos um desses dois cargos. Para a oposição, a CPI será "chapa-branca" se a presidência e a relatoria da comissão ficar com os governistas.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse que a oposição fará uma espécie de obstrução parcial da pauta de votações do Congresso. Se as reivindicações da oposição não forem atendidas, DEM e PSDB votarão apenas matérias consideradas de menor importância.

Para tentar chegar a um acordo, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) sugeriu que o comando da CPI fosse compartilhado entre oposição e governistas. A idéia era ceder para a oposição a presidência da CPI. O cargo ficaria com um senador de oposição de perfil mais moderado, como Marisa Serrano (PSDB).

"Eu vou fazer a minha tentativa de harmonização. O que queremos é o desarmamento de espírito para haver o diálogo. Com o diálogo, o governo autoriza seus líderes a negociarem", afirmou após a reunião.

Ele disse que se reunirá com Jucá para tentar fechar um acordo que impeça a obstrução da pauta do Senado. "O senador Jucá foi ao Palácio agora. Mais tarde vou procurá-lo."

Mas o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que o partido não abre mão de ter um peemedebista na presidência da CPI. O partido indicou ontem o senador Neuto de Conto (SC) para o cargo. "O PMDB sempre tem sido compreensivo. Mas desta vez não vamos abrir mão do cargo. Para abrir mão, só se os membros indicados pelo partido rejeitarem essa função."

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
33 opiniões
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