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Brasil
13/02/2008 - 18h19

Congresso reduz corte no Orçamento de 2008 de R$ 20 bi para R$ 12,26 bi

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O relator-geral do Orçamento de 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), confirmou nesta quarta-feira que o corte nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário será de R$ 12,26 bilhões e não R$ 20 bilhões --como foi proposto inicialmente pelo governo. O corte foi feito para readequar o Orçamento ao fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Sem criticar a equipe econômica, o petista disse que chegou ao número final por meio de uma nova "forma" de fazer os cálculos. "O déficit é o mesmo [o calculado pelo governo e por ele]. Mas a forma de chegar aos números, nós mudamos!, disse Pimentel, que afirmou que ainda vai apresentar seu parecer aos líderes partidários antes de levá-lo à votação na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso.

No relatório, Pimentel afirmou ter preservado o valor de R$ 412,40 para o salário mínimo, além de R$ 48,4 bilhões para a saúde e mais R$ 13,8 bilhões para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Segundo o petista, as emendas de bancada terão R$ 10,15 bilhões e as individuais --no total-- mais R$ 4,75 bilhões. A partir de negociações com as centrais sindicais, ele também alterou valor do mínimo que estava previsto para R$ 407,33.

Pimentel lembrou que a expectativa de despesas com a liberação de emendas de bancada era de R$ 13,76 bilhões. Também disse que há uma previsão de arrecadação de R$ 10,45 bilhões com o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e CSLL (Contribuição Sobre Lucro Líquido).

Com o fim da arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o governo anunciou medidas compensatórias que incluíam o aumento das alíquotas do IOF e da CSLL, além do corte geral no Orçamento de 2008.

Na última segunda-feira, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresentou sua reestimativa de receita para o Orçamento de 2008. Segundo os cálculos de Dornelles, havia indicativos de que o corte geral na proposta orçamentária seria menor ao sugerido pelo governo.

É que o senador apontou queda de R$ 2,737 bilhões nas receitas primárias líquidas, mas acréscimo de R$ 4,1 bilhões nas primárias brutas. Também informou que havia previsão de aumentar as transferências para os Estados e municípios em R$ 6,8 bilhões. Baseado nesses números e também na elevação na arrecadação de vários impostos, Dornelles deu a entender que seria possível reduzir o corte geral no Orçamento.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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