Ministros do STF vão passar informações por escrito para a CPI do Grampo
da Folha Online
A CPI do Grampo informou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) vão passar informações por escrito para a comissão. Esse é o caso do ministro do STF Gilmar Mendes, que responderá por escrito ao pedido de informações da comissão.
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), se reuniu na semana passada com a presidente do STF, Ellen Gracie, para discutir a melhor forma dos ministros da Corte colaborarem com as investigações da comissão.
A CPI investiga a suspeita de ministros do STF terem sido grampeados ilegalmente. Reportagem da revista "Veja" de agosto do ano passado mostra que pelo menos cinco ministros do STF --Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto--, além de Sepúlveda Pertence, que se aposentou em 2007, se sentem ou já se sentiram monitorados por escutas clandestinas. Barbosa foi relator do inquérito sobre o mensalão.
Requerimentos
A CPI aprovou hoje requerimentos que pedem a convocação de 15 pessoas. Elas serão ouvidas na comissão instalada para investigar a suposta instalação de grampos ilegais em gabinetes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Entre os requerimentos aprovados estão os que pedem a convocação do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, do diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, e do perito da Unicamp Ricardo Molina.
Os funcionários da Telemar Arthur Madureira de Pinho (especialista em escutas telefônicas) e José Luiz da França Neto (responsável pelas caixas e controles de grampos da empresa) depõem na terça-feira. No dia seguinte será a vez da CPI tomar o depoimento da procuradora-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Constas da União, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira.
Também foram convocados a prestar depoimento o presidente da OAB, Cezar Brito, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidiu a CPI dos Correios e levantou suspeitas sobre o uso de interceptações telefônicas ilegais, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; o secretário de Segurança Pública do DF, Cândido Vargas de Freire, os delegados da Polícia Federal Elzio Vicente da Silva e Alessandro Moretti; e o ex-presidente da OAB-RJ, Octavio Gomes.
Ellen Gracie
A presidente do STF, ministra Ellen Gracie, disse em agosto de 2007 para um grupo de seis deputados que uma empresa especializada detectou na sua casa um grampo telefônico clandestino, informa o blog do Josias.
De acordo com o blog, ela não disse a data em que o grampo foi encontrado. Mas levantou dúvida sobre a eficiência do trabalho de varredura.
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