Brasil
19/02/2008 - 21h40

Câmara aprova medida provisória que cria a TV pública

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara aprovou nesta terça-feira, por 336 votos favoráveis, 103 contrários e três abstenções, a medida provisória que cria a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), gestora da TV pública --nova emissora criada pelo governo federal que será chamada de TV Brasil. A oposição obstruiu a votação por mais de cinco horas, o que obrigou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a adiar para esta quarta-feira a votação dos destaques à matéria --que modificam o texto principal da MP.

Além de considerar "inoportuna" a criação da TV pública, a oposição critica a alteração no texto incluída pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA) --que permite às emissoras de televisão privadas ceder a transmissão de eventos esportivos para a TV pública caso decida não transmiti-los, desde que haja a participação de "equipes, times, seleções e atletas brasileiros representando oficialmente o Brasil".

DEM, PSDB e PPS são contrários, ainda, ao gasto estimado em R$ 350 milhões pelo governo para que a emissora seja criada, previstos no Orçamento da União. Além dos recursos orçamentários, o texto de Pinheiro também prevê uma nova fonte de receita para a TV Brasil --10% da taxa de fiscalização de funcionamento paga pelas empresas de telecomunicação e radiodifusão, o que eqüivale a cerca de R$ 150 milhões ao ano.

"No primeiro ano, serão cerca de R$ 400 milhões. Quem conhece o sistema de rádio e TV neste país sabe que a cada ano o governo terá que aportar novos recursos para manter a sua televisão. Esses recursos não poderiam ser melhor investidos, com mais retorno à sociedade?", questionou o líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA).

O líder ainda acusou o governo de ter como objetivo utilizar a TV pública para divulgar atos em seu favor, sem independência editorial. "Não temos as salvaguardas necessárias para garantir a independência editorial desse veículo que está sendo criado. Quem manda é quem paga a conta, e nesse caso quem paga a conta é o Poder Executivo."

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), rebateu as críticas de que a emissora será "chapa branca" na defesa do governo. "A TV pública não é emissora para aplaudir governo nenhum, mas oferecer ao cidadão outras alternativas em horários nobres que não a repetição da competição comercial que existe hoje", afirmou.

Comentários dos leitores
roberto diaz zanetti (265) 28/11/2008 12h39
roberto diaz zanetti (265) 28/11/2008 12h39
Prezados Senhores e senhoras;
Não sabia que há um poste com o tema TV PUblica, ou TV do LuLLa. Mais uma boquinha pros petistas e correlatos mamarem. Agora a TV não é transmitida pois ninguém assiste. Mataram a TVE que ao menos tinha programas culturalmente coerentes e se locupletaram da emissora para construir a TV LuLLa. Realmente o torneiro mecanico pegou a cartilha do FHC e usou para governar. Quer dizer esta palgiando o governo anterior, tentou fazer o mesmo com a TVE, só que se mostrou mais incompetente que para governar, pois até agora não conseguiu fazer o que funcionava, funcionar. Só desejaria saber como esse cara conseguiu ser torneiro mecanico e o pior ser contratado como tal. Vai ver que foi por cabide. Tem um comediante que fala "quem não tem dinheiro conta história", acho que foi inspirado nele.
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João Carlos Gagliardi (302) 30/10/2008 22h43
João Carlos Gagliardi (302) 30/10/2008 22h43
Essa "Voz do Brasil" é um baita anacronismo. Além de custar uma fortuna a manutenção deste mausóleu, ele não serve para nada.
Originalmente a VB foi criada como fator de integração nacional, para chegar aos cantos mais distantes e atrasados deste país. Hoje é só mais um cabidão de empregos para os amigos do Rei.
Em plena web2.0, essa porcaria não serve para mais nada. Até no fim mundo, o povo usa computador.
Hoje, índio não quer apito! Índio que laptop!
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Cristiano Garcia (206) 30/10/2008 17h04
Cristiano Garcia (206) 30/10/2008 17h04
A voz do Brasil é apenas uma propaganda desinformadora, que visa fazer parecer que deputados e senadores aqui no Brasil são independentes e trabalham...
Que programa chatesimo.
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