Governistas dizem que abrem mão do comando da CPI se PSDB apoiar comissão em SP
GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Na disputa pelo comando da CPI mista dos Cartões Corporativos, parlamentares da base aliada do governo ampliaram suas críticas contra a oposição. Os líderes do governo e do PT na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) e Maurício Rands (PE), respectivamente, desafiaram deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo a instalarem uma CPI para investigar os gastos do governador José Serra (PSDB) com cartões de pagamento.
Fontana chegou a afirmar que, se a comissão for instalada em São Paulo, o PT cederá as duas vagas no comando da CPI estadual aos tucanos. "Eu mesmo ligo para o líder do PT em São Paulo e peço para que abra mão da presidência e da relatoria da CPI. O problema é que eles não querem fazer CPI em São Paulo, além de reivindicar um dos cargos de comando na comissão mista", afirmou.
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) negou que a oposição não esteja disposta a permitir as investigações em São Paulo. Segundo o tucano, há 115 pedidos de instalação de CPIs na Assembléia Legislativa que precisam ser aprovadas anteriormente --por isso a comissão ainda não saiu do papel. "Será que um deputado que se negou assinar a CPI tem estatura para impor alguma condição?", reagiu Sampaio, numa crítica indireta ao líder governista.
Fontana, porém, afirma que em nenhum momento se negou a assinar o requerimento de instalação da CPI dos Cartões. O governista disse que, ao contrário do que argumenta Sampaio, teve que procurar pessoalmente o tucano para assinar o requerimento --já que o deputado foi o responsável pela coleta de assinaturas para a instalação da CPI.
Disputa
A oposição insiste em ficar com a presidência da CPI, mas os governistas não demonstraram disposição em ceder. O senador Neuto de Conto (PMDB-SC), indicado para o cargo, disse que só deixará o posto se a decisão partir do PMDB. "Eu sou candidato do PMDB, como a maior bancada do Senado e da Câmara, para ser o presidente da comissão que trata dos cartões corporativos. Conseqüentemente, não tenho preocupação nenhuma, estou muito tranqüilo quanto a isso, a não ser que o próprio partido decline e que nos comunique", afirmou.
O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), indicado para a relatoria da CPI, defendeu a manutenção do duplo comando entre o PT e o PMDB. Segundo ele, existe uma "regra estabelecida" que deve ser seguida, com base no tamanho das bancadas partidárias.
DEM e PSDB reivindicam a presidência ou a relatoria da CPI porque alegam reunir o segundo maior bloco partidário no Senado. O PMDB, maior bancada da Casa, não está disposto a recuar na indicação de Conto. O PT, por sua vez, também alega ter direito à indicação da relatoria.
O PMDB, como maior bancada da Câmara, poderia indicar também o relator, mas como não pode monopolizar os dois cargos, cedeu a vaga ao PT, que é a segunda maior bancada na Casa.
O impasse deve ser solucionado amanhã, depois da leitura do requerimento de instalação da CPI em sessão do Congresso. A oposição já entregou pedido de instalação de outra CPI dos Cartões apenas no Senado, caso não conquiste a presidência ou a relatoria da comissão mista.
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Especial


Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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