Oposição chama programa de Lula de eleitoreiro e ameaça recorrer à Justiça
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
DEM e PSDB ameaçam recorrer à Justiça Eleitoral para questionar o lançamento, nesta segunda-feira, do programa Territórios da Cidadania pelo governo federal --que destina R$ 11,3 bilhões para 958 municípios em todo país em 2008. A oposição estranhou que o governo tenha lançado o programa a menos de oito meses das eleições municipais brasileiras.
"É um programa 100% eleitoreiro. A política social do governo deveria ser solucionada a partir do Ministério do Combate à Fome. Mas o que estamos vendo é que o governo pulveriza o assistencialismo para que cada ministério tenha o seu quinhão", disse o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ).
O objetivo do programa é executar ações para reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento por meio de projetos já em execução. A oposição, porém, afirma que as medidas têm como objetivo repassar recursos a municípios em que o governo pretende eleger candidatos.
"Não se questiona investimento, mas a oportunidade de investimento. O governo não disse que estava quebrado sem a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]? Como lança, então, esse programa agora?", questionou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Segundo o senador, a oposição vai acompanhar a "coerência" na distribuição de recursos do programa para avaliar um eventual recurso à Justiça Eleitoral. "Por que esse pacote não foi editado no ano passado, quando o governo tinha tantos recursos? Isso foi agora só porque é ano eleitoral."
No programa, há 135 ações que tratam de desenvolvimento regional e de garantia de direitos sociais em 958 municípios --em 60 áreas com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.
No total, a previsão do programa é beneficiar 24 milhões de pessoas envolvidas, incluindo comunidades rurais, indígenas, quilombolas e pescadores. As ações envolvem 19 ministérios em projetos que vão desde a construção de estradas ao incentivo industrial e agrícola.
Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), é "estranho" que o lançamento do programa tenha ocorrido neste momento --já que o pacote prioriza os municípios em um ano em que serão palco da disputa eleitoral.
Leia mais
- Lula diz que Bolsa Família será extinto quando houver diminuição da desigualdade
- Lula lança programa para incentivar desenvolvimento de cidades carentes
- Internautas desaprovam decisão do governo de ampliar Bolsa Família
- Medida sobre Bolsa Família foi feita no "apagar das luzes", diz Marco Aurélio
- Lula dribla legislação eleitoral para ampliar o Bolsa Família
Especial


avalie fechar
A CEF é uma Instituição voltada para a jogatina publica que é uma vergonha, engana o povo com ilusões.
Tem o fomento que faz na construção civil, mas será que o balanço mostra lucro nesses investimento do FGTS, ninguem sabe de nada porque o dificil é ver os balanços de Bancos Publicos.
O Bolsa familia deveria ser um cartão para saque, nada mais que isso e paga em todos os bancos tantos os publicos como os privados, para facilitar as familias que tem esse privilégios.
Tambem deveria ser por um tempo determinado, 2 anos no maximo após esse periodo a pessoa já deveria estar trabalhando.
A que serve hoje, para o maior programa de todos já existente no Brasil de compra de votos, e vejam bem eles querem aumentar esse ano para 4 milhões, será que nossos juizes não estão vendo essa vergonha toda.
O Bolsa familia é uma vergonha que serve para o PT ganhar os votos de pessoas pobres e humildes, e ao mesmo tempo tirar seus direitos de dignidade, de voltarem a trabalhar, parece tão bom que logo vamos ter uma nova classe social, sustentada pelo bolsa familia.
Muitos já estão deixando de trabalharem para ter o direito ao bolsa familia e se eles fizerem na informalidade atividades ilicitas!
avalie fechar
avalie fechar