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Brasil
26/02/2008 - 20h35

Dilma critica exigência da oposição para suspender envio de medidas provisórias

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) criticou nesta terça-feira a exigência da oposição para que o governo suspenda o envio de MPs (medidas provisórias) como condição para votar a reforma tributária. Segundo ela, a proposta de reforma deve ser encarada como uma responsabilidade de todos os segmentos da sociedade e não exclusivamente do governo.

"Eu acredito que a validade da reforma tributária não diz respeito a um governo, mas a todos aqueles que estão interessados no crescimento do país", afirmou Dilma, que participou de um debate na CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

Segundo a ministra, o governo já se empenha em reduzir o envio de MPs para o Congresso, atendendo inclusive a um apelo do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Eu acho até que se pode reduzir o envio de medidas provisórias. Só não vejo muito sentido em vincular uma coisa com outra. Fica parecendo que a reforma não tem valor", afirmou.

Evitando criticar diretamente os parlamentares que fizeram a proposta sobre a redução das medidas como fator condicionante à votação da reforma, a ministra disse que não acreditava nesta imposição. "Não posso acreditar que alguém da oposição não tenha a visão da importância de uma reforma", disse.

Nesta terça-feira, integrantes do PSDB e do DEM defenderam a suspensão do envio das MPs ao Congresso durante a reunião entre governo e oposição para discussão da reforma tributária, no Ministério da Fazenda.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que participou da reunião, afirmou que o apelo da oposição era legítimo. "O apelo da oposição é legítimo. Mas a tendência é de haver uma redução no número de medidas provisórias enviada ao Congresso porque o que havia eram MPs relacionadas à liberação de créditos orçamentários", disse.

 

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