PF estima gastos de R$ 180 milhões com operação para conter desmatamento
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha
A Polícia Federal estima que a Operação Arco de Fogo tenha um custo total de cerca de R$ 180 milhões, a serem gastos até o final do ano.
Nessa primeira fase da ação, cuja principal base é Tailândia (PA), aproximadamente 300 agentes federais (entre homens da PF, da Força Nacional de Segurança Pública e do Ibama) foram deslocados até a região. Outros cem policiais militares dão suporte aos agentes.
A idéia é que nessa etapa, que deve durar um mês, sejam averiguadas eventuais irregularidades das madeireiras --o que pode resultar na apreensão de madeiras extraídas ilegalmente, após análise de documentos e materiais. Serão vistoriados o armazenamento e o comércio de madeira.
O Ibama avalia a documentação da empresa, faz o levantamento da madeira estocada no pátio da serraria e apreende a madeira sem origem comprovada. Os agentes da Polícia Federal indiciam os possíveis responsáveis pelo crime ambiental --pode haver prisão se for constatado o flagrante.
Na segunda etapa, que deve mobilizar até mil servidores federais, devem ser instaladas 11 bases operacionais na floresta amazônica, em áreas consideradas mais críticas, onde foi constatado maior índice de desmatamento. Essas bases serão responsáveis por fiscalizar a entrada e a saída de madeira na região, no que a PF chama de trabalho de prevenção da comercialização de madeira extraída ilegalmente.
As bases devem ser instaladas nos municípios de Vilhena (RO), Várzea Grande, Barra do Garças, Sinop e Vila Rica (MT) e em Altamira, Itaituba, Castelo dos Sonhos, Xinguara, Marabá e Porto de Moz (PA).
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Especial


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O Meio Ambiente é um bem de todos, produtores ou não. E nada mais justo que haja participação da classe produtora nas decisões para preservação ambiental , pois essa matéria sempre aconteceu de forma unilateral e eu sou testemunho disso, pois estou na area ambiental a 30 anos e com segurança digo que se essas areas não interagirem jamais teremos preservação de verdade.
Não devemos esquecer que o desenvolvimento é uma necessidade imediata de qualquer ser humano, seja ele ambientalista ou produtor, pois ambos respiram, comem, trabalhão. ao contrario das consequencias ambientais causada pelo desenvolvimento insutentavel que leva tempos para ser percebido levando varias gerações as vezes para se manifestar. Portanto a educação ambiental e a aplicação de leis adquadas feitas com a participação de ambas as partes seriam o ideal para os bons resultados na luta pela preservação ambiental.
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Aqui no sudeste e sul do país o que aconteceu foi um desmatamento desinfreado que não trouxe vantagem alguma.
Quem ganhou muito dinheiro com o desmatamento acabou vendendo sua propriedade e foi pra cidade viver de aluguel de imóvel.
Quanta área aqui no sudeste e sul é mal utilizada pelo produtor rural. Agora as áreas desmatadas valem menos que as áreas com reserva legal e APP.
O problema todo é renda para as pessoas, enquanto uma árvore valer mais deitada do que em pé não existirá preservação ambiental aqui no Brasil.
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