Operação de combate ao desmatamento inclui Marcelândia (MT)
RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Marcelândia
O município apontado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) como o campeão dos desmatamentos na Amazônia no último semestre de 2007 vive a expectativa da chegada da Operação Arco de Fogo. Em Marcelândia (740 km de Cuiabá), o tema domina as conversas de seus 15 mil habitantes e não é tratado como mera possibilidade.
"A gente sabe que vem o pessoal porque aqui ficou na frente da lista das derrubadas, não é? O que ninguém sabe é quando", diz o madeireiro Neivo Jors, presidente da associação que reúne as 40 empresas do setor no município. "Estamos todos muito assustados e ansiosos."
Segundo ele, é pouco provável a repetição em Marcelândia dos episódios de violência registrados em Tailândia, no Pará. A "índole local", segundo ele, é "pacífica". "O povo daqui sempre levou paulada quieto, mesmo quando tem razão. Não acredito que haja qualquer problema. Mas torço para que venham com o objetivo de regularizar e não transformar a cidade inteira em criminosa."
O prefeito Adalberto Diamante (PR) diz que o município foi injustiçado ao figurar no topo da lista de desmatadores. "Seja no topo ou no último lugar, a verdade é que não deveríamos nem fazer parte deste grupo. O desmatamento, no nível apontado pelo Inpe, simplesmente não aconteceu. Agora vamos ver como esta operação vai tratar esta realidade."
Marcelândia tem hoje todo o seu território em litígio na Justiça, por conta de uma ação discriminatória proposta pelo Incra em 1982. "Isso significa que todo o município precisa de regularização. Se a operação tiver também o objetivo de corrigir esta pendência, será um caso de mal que virá para bem. Agora, se vierem com a intenção de provar a tese do Inpe, voltarão para casa desmoralizados", afirma o prefeito.
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Especial


Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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Eu ainda acho que num futuro breve o Brasil será o celeiro do mundo.
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