Brasil
26/02/2008 - 22h41

Operação de combate ao desmatamento inclui Marcelândia (MT)

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RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Marcelândia

O município apontado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) como o campeão dos desmatamentos na Amazônia no último semestre de 2007 vive a expectativa da chegada da Operação Arco de Fogo. Em Marcelândia (740 km de Cuiabá), o tema domina as conversas de seus 15 mil habitantes e não é tratado como mera possibilidade.

"A gente sabe que vem o pessoal porque aqui ficou na frente da lista das derrubadas, não é? O que ninguém sabe é quando", diz o madeireiro Neivo Jors, presidente da associação que reúne as 40 empresas do setor no município. "Estamos todos muito assustados e ansiosos."

Segundo ele, é pouco provável a repetição em Marcelândia dos episódios de violência registrados em Tailândia, no Pará. A "índole local", segundo ele, é "pacífica". "O povo daqui sempre levou paulada quieto, mesmo quando tem razão. Não acredito que haja qualquer problema. Mas torço para que venham com o objetivo de regularizar e não transformar a cidade inteira em criminosa."

O prefeito Adalberto Diamante (PR) diz que o município foi injustiçado ao figurar no topo da lista de desmatadores. "Seja no topo ou no último lugar, a verdade é que não deveríamos nem fazer parte deste grupo. O desmatamento, no nível apontado pelo Inpe, simplesmente não aconteceu. Agora vamos ver como esta operação vai tratar esta realidade."

Marcelândia tem hoje todo o seu território em litígio na Justiça, por conta de uma ação discriminatória proposta pelo Incra em 1982. "Isso significa que todo o município precisa de regularização. Se a operação tiver também o objetivo de corrigir esta pendência, será um caso de mal que virá para bem. Agora, se vierem com a intenção de provar a tese do Inpe, voltarão para casa desmoralizados", afirma o prefeito.

Comentários dos leitores
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 10 opiniões
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karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
Temos terras super produtivas, de fazer inveja aos países mais ricos. Aí vem essas ONGs que os americanos mandam e financiam para o Brasil, para ficarem fazendo propaganda do meio ambiente, dizendo que devemos preservar a Amazônia, é tudo mentira, o que eles querem mesmo é desviar a atenção dos verdadeiros poluidores internacionais e com isso manter o Brasil no atraso e evitar a concorrência no agronegocio.
Eu ainda acho que num futuro breve o Brasil será o celeiro do mundo.
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