Chinaglia disse que ano eleitoral não vai atrapalhar reforma tributária
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta quarta-feira que as eleições municipais não paralisarão as negociações e a votação da proposta de reforma tributária. Segundo ele, não se deve concentrar as atenções exclusivamente nas eleições.
O governo promete enviar a proposta ao Congresso amanhã à tarde. "Ano eleitoral não significa paralisia. Não se pode pensar que o segundo semestre é voltado apenas para fazer campanha", disse Chinaglia.
No entanto, ele evitou falar em punição aos faltosos a partir de julho quando serão intensificadas as campanhas eleitorais nos municípios. "Punição é o último recurso. Fica difícil estabelecer o comportamento de bedel."
O envio da proposta da reforma deve provocar uma nova disputa entre oposição e governo. É que com a chegada do texto será instalada uma comissão especial que irá analisar a proposta. Desde já os líderes partidários discutem a composição desta comissão --a partir das definições do presidente e do relator.
Parlamentares afirmam que um dos nomes cotados para relatar a proposta de reforma tributária é o do deputado Antônio Palocci (PT-SP). No ano passado, Palocci foi um dos deputados mais atuantes da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
No entanto, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), negou que os nomes que integrarão a comissão especial da reforma tributária já estejam definidos. De acordo com o petista, as definições só serão negociadas na próxima semana.
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