Brasil
28/02/2008 - 19h45

Presidente de comissão admite erro, mas diz que agiu com "lisura e legalidade"

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, senador José Maranhão (PMDB-PB), subiu hoje à tribuna do Senado para rebater as críticas à manobra que manteve, na peça orçamentária de 2008, um anexo de R$ 534 milhões para obras em Estados de parlamentares que integram a comissão. Apesar de manter o anexo, Maranhão disse que a comissão agiu com "lisura e legalidade" na aprovação do texto-final do Orçamento Geral da União de 2008.

"A atual Comissão de Orçamento agiu com a mais absoluta lisura, mas pode ter errado. Qualquer ser humano está sujeito a falhas de qualquer natureza, mas nada que pudesse sugerir desonestidade, desequilíbrio ou qualquer atitude desabonadora dos integrantes da Comissão de Orçamento, homens de bem", disse Maranhão.

O senador justificou a manutenção do anexo com o argumento de que os recursos estão previstos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e no PPA (Plano Plurianual) do governo.

"Depois de intensos debates sobre a matéria, inclusive com o relator do PPA 2008-2011, os membros da comissão decidiram por unanimidade equacionar o problema, primeiro, com o atendimento das emendas apresentadas ao projeto para incluir ações orçamentárias constantes do anexo de prioridades", disse o senador.

A oposição fez duras críticas à manutenção do anexo, uma vez que o comando da Comissão Mista de Orçamento havia fechado acordo para retirar os recursos da peça orçamentária. Na madrugada desta quinta-feira, a comissão aprovou o Orçamento Geral da União com o anexo.

Em protesto contra a manutenção dos R$ 534 milhões na proposta orçamentária, o PSDB anunciou a retirada dos membros do partidos da Comissão Mista de Orçamento. Os tucanos também anunciaram que vão obstruir, na semana que vem, a votação do texto orçamentário no plenário do Congresso com o objetivo de impedir que a matéria seja aprovada.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), também fez duras críticas à manobra da comissão para manter o anexo. Garibaldi chegou a defender a extinção da comissão mista para modificar a atual tramitação do Orçamento no Congresso.

"Não podemos ficar à mercê de uma Comissão de Orçamento que compromete o Congresso, a Câmara e todos os parlamentares. Não é a comissão como um todo, mas aqueles que insistem em realizar manobras que comprometem a dignidade do parlamento", afirmou.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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