Amorim rejeita invasão territorial e defende novo pedido de desculpas da Colômbia
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse hoje que o governo da Colômbia deve fazer um novo pedido de desculpas ao Equador. A crise entre os dois países foi deflagrada pelo ataque militar colombiano em território equatoriano na madrugada do sábado, que provocou a morte do porta-voz internacional e número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.
Segundo Amorim, o pedido de desculpas não deve ter condicionantes. "Deve haver um pedido de desculpa não qualificado, que abaixaria a temperatura da crise", disse ele.
Para o ministro, esse pedido não deveria ser limitado para buscar um acordo de paz na região.
Amorim disse que o governo brasileiro apóia que esse seja o principal assunto da reunião de amanhã do conselho da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington (Estados Unidos). Ele reiterou que o Brasil condena qualquer tipo de incursão que indique "invasão ou violação territorial".
Amorim evitou comentar a disposição do presidente da Venezuela Hugo Chávez de enviar tropas para a região de conflito.
Segundo o ministro, a preocupação do governo brasileiro agora é buscar uma solução para a crise. "É uma situação muito grave, que inspira muita preocupação."
Tensão
Chávez, que é aliado do presidente do Equador, Rafael Correa, se envolveu no conflito, ordenou o fechamento da embaixada em Bogotá --sem titular desde o final de novembro do ano passado--, e disse ter enviado dez batalhões para a fronteira com a Colômbia.
Correa, por sua vez, também anunciou a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito, Carlos Holguín, após a retirada de seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum, e solicitou uma reunião urgente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CAN (Comunidade Andina de Nações) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano.
Negociações
Amorim afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já conversou com os presidentes da Colômbia e do Equador --Álvaro Uribe e Rafael Correa, respectivamente-- para se informar sobre a crise na região.
Paralelamente, o ministro disse que conversou com todos os colegas da América do Sul.
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Especial


Como os Bush negaram suporte (na imprensa, fala sempre bebado, quando melhora diz outra coisa) e o McCain ja' disse que vai acabar com a economia de guerra; Uribe tratou logo de seguir o conselho do Amorin: dar um abracao no Correa e no Chaves ...
Ate' lagrimas de crocodilo cairam dos seus olhos ...
E assim o Brasil vai se firmando como lider na America do Sul, com motores franceses e engenharia da casa...
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Com atenção foi que escutei seu pronunciamento de ontem sobre Colômbia, Equador e o intrometido.
Concordo até mesmo quanto à dúbia, sem surpresa, e prejudicial decisão da OEA.O mundo, por menos o que observamos, carece de coragem política, de uma nova diplomacia,somente com fonte em mentes originais;raras e , por natureza, rejeitadas.Extirpar tudo que usa a força física como argumento;hoje, creio, não é tão racional; quanto, ontem, pensava.Esforço-me por afastar o cruel determinismo histórico, mas...a diplomacia do fuzil cada vez mais se mostra evidente em potência, capacidade e eficácia.Fechar os olhos a isto é impossível e perigoso ante o espectro ofuscante e iminente;perante a clareza do potencial bélico da maior e inalcançável diplomacia do universo.
Não seria hora de o mundo discutir isto?
Gostaria que não fosse assim e como no lamento de Rousseau:"Tu procurarás a idade na qual desejarias que tua espécie tivesse parado.Descontente com teu estado atual por razões que anunciam a tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogredir e esse sentimento deve constituir o elogio de teus (do homem) primeiros ancestrais, a crítica de teus contemporâneos e o espanto daqueles que tiverem a infelicidade depois de ti.".
Infeliz e correta prescrição!
Não seria hora de o mundo discutir uma nova diplomacia?
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