Brasil
03/03/2008 - 18h23

Amorim rejeita invasão territorial e defende novo pedido de desculpas da Colômbia

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse hoje que o governo da Colômbia deve fazer um novo pedido de desculpas ao Equador. A crise entre os dois países foi deflagrada pelo ataque militar colombiano em território equatoriano na madrugada do sábado, que provocou a morte do porta-voz internacional e número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.

Segundo Amorim, o pedido de desculpas não deve ter condicionantes. "Deve haver um pedido de desculpa não qualificado, que abaixaria a temperatura da crise", disse ele.

Para o ministro, esse pedido não deveria ser limitado para buscar um acordo de paz na região.

Amorim disse que o governo brasileiro apóia que esse seja o principal assunto da reunião de amanhã do conselho da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington (Estados Unidos). Ele reiterou que o Brasil condena qualquer tipo de incursão que indique "invasão ou violação territorial".

Amorim evitou comentar a disposição do presidente da Venezuela Hugo Chávez de enviar tropas para a região de conflito.

Segundo o ministro, a preocupação do governo brasileiro agora é buscar uma solução para a crise. "É uma situação muito grave, que inspira muita preocupação."

Tensão

Chávez, que é aliado do presidente do Equador, Rafael Correa, se envolveu no conflito, ordenou o fechamento da embaixada em Bogotá --sem titular desde o final de novembro do ano passado--, e disse ter enviado dez batalhões para a fronteira com a Colômbia.

Correa, por sua vez, também anunciou a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito, Carlos Holguín, após a retirada de seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum, e solicitou uma reunião urgente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CAN (Comunidade Andina de Nações) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano.

Negociações

Amorim afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já conversou com os presidentes da Colômbia e do Equador --Álvaro Uribe e Rafael Correa, respectivamente-- para se informar sobre a crise na região.

Paralelamente, o ministro disse que conversou com todos os colegas da América do Sul.

Comentários dos leitores
Agora, só fica faltando decretar Chávez presidente voitalício do Mercosul, (Por falar nisto, já não está ana hora de aqui no Brasil grafarmos o nome da entidade em português, Mercossul? Afinal, falamos IMF ou FMI, em português? ONU ou UN? e daí prá frente. "Nuestros hermanos" que nos respeitem, para não sermos tratados como Lula é tratado pelos três "revolucionários socialistas" sul-americanos. sem opinião
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porfirio sperandio (353) 08/03/2008 09h33
porfirio sperandio (353) 08/03/2008 09h33
O Modena e o Carlos Lobitsky merecem uma estrela no premio de Gramado pela articulacao e outra pelo enredo. To pra ver clareza de ideias, informacao e inteligencia nos comentarios sobre a crise da Colombia ...

O Uribe na verdade tava com medo do Reyes virar Presidente com articulacao do Sarkozi ...
Como os Bush negaram suporte (na imprensa, fala sempre bebado, quando melhora diz outra coisa) e o McCain ja' disse que vai acabar com a economia de guerra; Uribe tratou logo de seguir o conselho do Amorin: dar um abracao no Correa e no Chaves ...
Ate' lagrimas de crocodilo cairam dos seus olhos ...
E assim o Brasil vai se firmando como lider na America do Sul, com motores franceses e engenharia da casa...
14 opiniões
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josé reis barata barata (2402) 07/03/2008 08h19
josé reis barata barata (2402) 07/03/2008 08h19
Correção indispensável ao final da citação (Rousseau pode considerar o erro, de cópia,mais deplorável ainda):"...infelicidade de VIVER depois de ti." 26 opiniões
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