Orlando Silva diz que não se arrepende de usar cartão para gastos pessoais
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Orlando Silva (Esportes) disse nesta terça-feira que não se arrepende "de nada" no episódio em que é acusado de usar o cartão corporativo do governo federal para gastos pessoais. Depois de reunir-se com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o ministro saiu em defesa das mudanças impostas pelo governo para a utilização dos cartões corporativos.
"Eu não me arrependo de nada do que eu fiz. O cartão é uma conquista da sociedade, permite maior transparência nos gastos públicos. As novas normas foram importantes porque fixam mais nitidamente o que pode ou não pode ser feito com o cartão", afirmou.
Silva é acusado de gastar R$ 20.112, com o cartão, para pagamento de diárias e alimentação durante viagens oficiais. O ministro também teria usado o cartão corporativo para pagar o consumo de R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas do governo, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais.
Após o episódio, o ministro anunciou a devolução de R$ 30.870,38 ao Tesouro Nacional para ressarcir eventuais despesas que tenha realizado com o cartão desde que assumiu o ministério, em março de 2006. Reportagem da Folha também afirma que Silva teria usado o cartão corporativo para pagar diárias em um hotel quatro estrelas em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde esteve hospedado na companhia da mulher, da filha e de uma babá.
Questionado sobre a instalação da CPI mista (com deputados e senadores) que vai apurar irregularidades no uso dos cartões corporativos, Silva disse que as investigações são prerrogativa do Congresso Nacional. "A CPI é um instrumento do Congresso", resumiu.
Denúncias
Silva também rebateu as acusações de que o Ministério do Esporte teria distribuído R$ 14 milhões a projetos tocados por organizações não-governamentais dirigidas por integrantes do PC do B (Partido Comunista do Brasil), sigla à qual Silva é filiado.
A ONG que mais amealhou recursos em São Paulo no programa Segundo Tempo, --R$ 5,2 milhões entre 2006 e 2007-- é presidida por Wander Geraldo da Silva, 41. Ele e o ministro são colegas no Comitê Central do PC do B, a instância máxima do partido, formado por 81 nomes de vários Estados.
"São denúncias politizadas e preconceituosas porque criminalizam as ONGs", disse o ministro.
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Especial

Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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