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Brasil
04/03/2008 - 14h52

Orlando Silva diz que não se arrepende de usar cartão para gastos pessoais

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Orlando Silva (Esportes) disse nesta terça-feira que não se arrepende "de nada" no episódio em que é acusado de usar o cartão corporativo do governo federal para gastos pessoais. Depois de reunir-se com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o ministro saiu em defesa das mudanças impostas pelo governo para a utilização dos cartões corporativos.

"Eu não me arrependo de nada do que eu fiz. O cartão é uma conquista da sociedade, permite maior transparência nos gastos públicos. As novas normas foram importantes porque fixam mais nitidamente o que pode ou não pode ser feito com o cartão", afirmou.

Silva é acusado de gastar R$ 20.112, com o cartão, para pagamento de diárias e alimentação durante viagens oficiais. O ministro também teria usado o cartão corporativo para pagar o consumo de R$ 8,30 em uma tapiocaria de Brasília, o que contraria as normas do governo, já que, na capital federal, o cartão deve ser usado apenas para despesas emergenciais.

Após o episódio, o ministro anunciou a devolução de R$ 30.870,38 ao Tesouro Nacional para ressarcir eventuais despesas que tenha realizado com o cartão desde que assumiu o ministério, em março de 2006. Reportagem da Folha também afirma que Silva teria usado o cartão corporativo para pagar diárias em um hotel quatro estrelas em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde esteve hospedado na companhia da mulher, da filha e de uma babá.

Questionado sobre a instalação da CPI mista (com deputados e senadores) que vai apurar irregularidades no uso dos cartões corporativos, Silva disse que as investigações são prerrogativa do Congresso Nacional. "A CPI é um instrumento do Congresso", resumiu.

Denúncias

Silva também rebateu as acusações de que o Ministério do Esporte teria distribuído R$ 14 milhões a projetos tocados por organizações não-governamentais dirigidas por integrantes do PC do B (Partido Comunista do Brasil), sigla à qual Silva é filiado.

A ONG que mais amealhou recursos em São Paulo no programa Segundo Tempo, --R$ 5,2 milhões entre 2006 e 2007-- é presidida por Wander Geraldo da Silva, 41. Ele e o ministro são colegas no Comitê Central do PC do B, a instância máxima do partido, formado por 81 nomes de vários Estados.

"São denúncias politizadas e preconceituosas porque criminalizam as ONGs", disse o ministro.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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