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Brasil
04/03/2008 - 20h22

Jobim diz que notícia sobre envio de armas para Venezuela não tem procedência

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta terça-feira que a notícia sobre o envio de armas de fogo do Brasil para a Venezuela não tem procedência. A informação foi anunciada no plenário do Senado pelo líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM).

Jobim rechaçou as informações de que existiria a programação de vôos secretos numa suposta operação rumo à Venezuela. "A notícia não tem procedência alguma", afirmou o ministro, no Congresso. "Não tem remessa de armas."

A reação do ministro de ir ao Congresso foi provocada pela iniciativa de Virgílio, que subiu hoje à tarde à tribuna do Senado para denunciar a suposta operação.

Segundo Virgílio, o governo teria planejado o envio de quatro aeronaves para a Venezuela com mais de 31,5 toneladas de armas de fogo fabricadas no Brasil, justamente no momento em que o país vizinho está envolvido na crise entre o Equador e a Colômbia.

O líder tucano disse que fora informado sobre as armas via e-mail com base em dados da World Check.

Com base em informações que disse ter recebido de um funcionário do governo, o senador do PSDB afirmou que o primeiro vôo já teria seguido para a Venezuela com 1,5 toneladas de armamentos.

"O meu papel é denunciar e pedir que o governo preste esclarecimentos. Foi isso que fiz. Eu quero é que o governo diga que essa denúncia não é verdadeira", afirmou Virgílio, antes de se encontrar com Jobim.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também rebateu as informações apresentadas por Virgílio. Segundo ele, houve um mal-entendido e que "não havia ação alguma" sendo planejada com o objetivo de enviar remessas de armas de fogo para a Venezuela.

Jobim se antecipou a um convite do Senado e ofereceu-se para prestar esclarecimentos aos parlamentares. Em reunião, na presidência da Casa, comandada pelo presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN), na presença de senadores da oposição e do governo, o ministro admitiu que o governo vendeu balas de borracha e também munições para pistolas para o venezuelanos --em 2007 e neste ano.

 

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