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Brasil
05/03/2008 - 14h01

Brasil tenta conter ofensas entre presidentes do Equador e Colômbia para facilitar acordo

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse que o o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje durante encontro com o colega do Equador, Rafael Correa, o diálogo para a solução da crise entre Equador e Colômbia. O ministro reconheceu que a situação é "grave", mas defendeu moderação no "tom" utilizado pelos chefes de Estado para evitar novos desdobramentos ao episódio.

"Em curto prazo, é uma situação de gravidade. Por isso temos defendido que os envolvidos não elevem demasiadamente o tom. Porque mais tarde fica difícil encontrar uma solução para o problema", disse Amorim após encontro entre Lula e Correa.

Jamil Bittar/Reuters
Rafael Correa se encontra com presidente Lula, no Planalto. Correa cobrou que OEA condene Colômbia por violação territorial
Rafael Correa se encontra com presidente Lula, no Planalto. Correa cobrou que OEA condene Colômbia por violação territorial

A recomendação não foi seguida por Correa. Após a reunião com Lula, Correa chamou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de "traidor" e "sem vergonha". "Este governo [de Uribe] já perdeu a vergonha", disse o equatoriano. "Não permitiremos o ultraje de um governo que traiu qualquer princípio de direito internacional", disse Correa.

Apesar de Correa ter ampliado as críticas a Uribe, Amorim considerou "razoáveis" as condições impostas pelo equatoriano para relevar a invasão territorial colombiana ao país.

Correa disse que, além de Uribe formalizar um pedido de desculpas pela invasão, deve garantir que a violação territorial não se repetirá, assim como deve retirar acusações à Venezuela e ao Equador reveladas após o incidente.

O ministro negou que o presidente Lula esteja buscando a liderança política na América do Sul ao se apresentar como um dos mediadores da crise. "Eu acho que o presidente não está buscando a liderança, mas sim se apresentando como líder de um país como o Brasil que tem tradição em resolver impasses por meio do diálogo."

Sem interferência dos EUA

Amorim defendeu nesta quarta-feira que a crise política entre Equador, Venezuela e Colômbia seja solucionada no âmbito da América Latina, sem a interferência direta dos Estados Unidos. O chanceler disse que, apesar dos EUA integrarem a OEA (Organização dos Estados Americanos), a questão não deve ter a interferência dos norte-americanos.

"Quanto mais pudermos manter essa questão no âmbito latino-americano, mais fácil será de resolver sem a polarização na região", afirmou.

O ministro disse ser favorável às investigações sobre a crise no âmbito da OEA, mas ressaltou que não descarta ações isoladas na tentativa de evitar um conflito armado. "Vamos tentar primeiro aquela mais evidente, que é na OEA. Eu creio que é possível encontrar uma solução diplomática. Não sei quando será, mas também há maneiras de se tratar esa questão bilateralmente."

Amorim disse que a OEA não descarta criar uma comissão para investigar detalhes da crise política, embora defenda que o impasse seja solucionado "o mais rápido possível" pela organização. Na opinião do chanceler, a credibilidade da OEA estará abalada se não encontrar uma solução para a crise.

"Eu acho que tem que ser resolvido hoje na OEA. Se não tiver solução, podemos discutir no Grupo do Rio."

O ministro admitiu que o impasse entre Equador, Colômbia e Venezuela enfraquece a América do Sul nas negociações econômicas internacionais. Na opinião do chanceler, quanto menos unidos os países latino-americanos estiverem, mais resistências encontrarão de outros blocos econômicos.

Farcs

O chanceler disse, ainda, não acreditar que existem "células" das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) em território brasileiro, mesmo após as afirmações de Correa nesse sentido.

"Eu confio totalmente na opinião dos militares brasileiros [que negam qualquer invasão das Farc ao Brasil]. Não acreio que haja nada parecido com acampamento das Farc no Brasil", disse.

Amorim afirmou, ainda, que o Brasil não se sente militarmente ameaçado mesmo com a crise política instalada em países vizinhos. "Nos sentimos ameaçados indireamente, com um conflito na região. Mas não nos sentimos militarmente ameaçados."

Comentários dos leitores
Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 02/06/2008 21h47
Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 02/06/2008 21h47
Quero ouvir e ver uma boa explicação sobre a contratação com meu dinheiro pago atravez de meus impostos, da esposa do guerrilheiro a Sra Slongo no ministerio da pesca.
Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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FORTALEZA / CE
Serra calado é REI!!!
Tó fora...
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FORTALEZA / CE
Estes tucanos são sem sobra de duvidas uns cara de pau com cupim... E a mídia conservadora dando destaque pra esta galera que estão sendo procurados até na suiça e frança isso sim é babado... E a josé serra vem com o papo que é eleitoreiro...!!! Agora até a frança e a suiça são PETISTAS... Se bem que o povo francês quando cismam são bem parecidos com os PETISTAS do Brasil... vão para as ruas e defendem seus interesses sociais... As conquistas, agora já a turma dos demos e p$db é sujo muito sujo e se for levantado o tapete vai sobrar pra mídia conservadora, pra banqueiros, doleiros, sonegadores, traficantes, polícia, prefeituras, estados e vai respingar não vai lambuzar o serra, alkcmim, aécio, yeda, arthur, agripino, fortes, acm junior e a legião menor da base do p$db/demo... 13 opiniões
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