Brasil
05/03/2008 - 18h57

Bernardo diz que diárias para viagens de ministros devem ficar entre R$ 400 e R$ 450

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O governo examina uma série de estudos para definir o valor que será fixado para as diárias que vão ser pagas aos ministros e autoridades --com status de ministro-- em viagens pelo território nacional. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse nesta quarta-feira que o valor deve variar de R$ 400 a R$ 450.

Mas segundo ele, o número final ainda não foi "fechado". Para buscar um valor exato, Bernardo disse que os técnicos examinaram as diárias pagas no Legislativo, Executivo e Judiciário. Segundo ele, a idéia é fazer uma "média" para obter o melhor número.

Bernardo afirmou que o governo não cogita pagar verba de representação aos ministros. Essa verba teria sido sugerida por integrantes do Palácio do Planalto em meio à discussão sobre o uso irregular dos cartões corporativos. Essa verba seria destinada especificamente aos ministros para que pagassem despesas com almoços e jantares de trabalho.

O ministro disse também que a divulgação na internet das notas fiscais apresentadas pelas autoridades e servidores deverá demorar cerca de 90 dias.

Segundo ele, a demora se deve à necessidade de adequar um sistema técnico para divulgar os dados.

Bernardo afirmou ainda que "nos próximos dias" estará pronta a cartilha sobre o uso de recursos públicos em atividades de trabalho. A idéia é incluir orientações sobre o uso de carros oficiais, diárias e auxílio-moradia.

Na semana passada, a cartilha foi assunto foi tema de uma longa reunião no Planalto, na qual ficou definido que o manual incluirá todos os detalhes, sem deixar dúvidas nem brechas sobre eventuais dubiedades.

Comentários dos leitores
HENRIQUE FONSECA LIMA (19) 08/07/2009 14h34
HENRIQUE FONSECA LIMA (19) 08/07/2009 14h34
Isto é a farra do boi, não vai terminar nunca....
Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).
Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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javano reis (76) 08/07/2009 13h43
javano reis (76) 08/07/2009 13h43
Não é preciso ser "jornalista investigativo" ou membro do MP para entender que
o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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