Jobim defende criação de conselho de defesa para América do Sul
da Agência Brasil
da Folha Online
O ministro Nelson Jobim (Defesa) defendeu nesta quarta-feira (5) a criação de um Conselho Sul-Americano de Defesa para discutir as questões militares dos países da região, para prevenir situações como o ataque da Colômbia em território equatoriano que provocou uma crise diplomática no continente.
No último sábado, o Exército colombiano bombardeou um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, matando o número dois da guerrilha, Raul Reyes, e outras 16 pessoas.
O ataque desencadeou uma crise entre os dois países --na qual a Venezuela também se envolveu-- que culminou no rompimento das relações entre Equador e Colômbia.
Segundo o ministro, "é necessário um fórum onde todos esses assuntos possam ser postos".
Jobim vai começar a circular pela América do Sul ainda este mês e pretende visitar todos os países da região no primeiro semestre.
Ele vai propor a realização de uma reunião em Brasília em setembro ou outubro para a instituição desse conselho. A crise, assegurou, não atrapalhará a iniciativa.
Vizinhos
Após desembarcar do submarino Tikuna, Jobim afirmou estar confiante de que a crise política na América do Sul será superada por meios diplomáticos.
Nesta quinta (6), Jobim visitará o Arsenal da Marinha do Rio, onde examinará um submarino em recuperação. A agenda prevê ainda visita à Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados) e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
"O Brasil e os países envolvidos no problema estão conscientes de que a América do Sul só se desenvolverá se for unida", declarou o ministro. Segundo ele, o papel do Brasil no atual momento é o de ajudar.
Jobim indicou que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão tratando o problema de maneira diplomática. "O objetivo da América é ser um continente de paz", disse.
O ministro descartou que a crise possa acelerar o plano de modernização das Forças Armadas do Brasil. "Isso não tem relação com problemas dos vizinhos", disse, ressaltando que o reaparelhamento é um projeto mais antigo, que deve terminar em 7 de setembro --com a formulação de um plano estratégico de defesa.
Jobim negou que o Brasil estaria vendendo armas para a Venezuela. Segundo ele, o que havia era uma exportação, autorizada em 2006 e realizada agora, de revólveres destinados à guarda daquele país.
Jobim descartou também a tese de que estaria ocorrendo infiltração das Farc no Brasil.
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Especial


Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Tó fora...
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