Brasil
06/03/2008 - 14h52

Alckmin e Kassab defendem aliança, mas mantêm disputa por candidatura em SP

Publicidade

TATHIANA BARBAR
da Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) defenderam nesta quinta-feira uma aliança política entre seus partidos nas eleições à Prefeitura de São Paulo. No entanto, os dois mantiveram a posição de disputar o cargo.

"Continuo acreditando na aliança [entre DEM e PSDB] que elegeu Fernando Henrique Cardoso, Marco Maciel e o próprio Geraldo Alckmin. Os partidos estão se colocando e eu acredito que o melhor para a cidade de São Paulo é a aliança", disse Kassab.

Já Alckmin afirmou que o diálogo é importante e que política é conversa. "O PSDB e o DEM são aliados, haverá um grande esforço para que sejamos aliados no primeiro turno, mas é evidente que isso não vai se resolver agora. Se não for possível [a aliança no primeiro turno], faremos no segundo [turno]."

Danilo Verpa/Folha Imagem
Serra, Alckmin e Kassab participam em SP de uma missa em homenagem a Mário Covas
Serra, Alckmin e Kassab participam em SP de uma missa em homenagem a Mário Covas

Kassab afirmou que vai conversar com o tucano nos próximos dias "no sentido de enxergar um caminho conjunto", e Alckmin confirmou. "É provável. José Henrique Reis Lobo, que é presidente municipal do partido, tem marcado alguns encontros, política é entendimento. Não tem agendada uma data, mas é provável que ocorra", disse o tucano.

Alckmin manteve sua posição de defesa de uma candidatura própria no PSDB. "O partido está bastante animado. Eu sou animado para trabalhar, gosto muito do povo, mas sou um homem de partido. É lógico que precisa de uma dose de convencimento, de convicção pessoal, mas a decisão é coletiva, partidária."

O tucano ainda destacou o apoio do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a um eventual candidato do PSDB. "Não tenho dúvida, o Serra é um homem de partido."

Kassab também defendeu a candidatura própria do DEM em outubro. "Eu tenho muita vontade, de zero a dez, dez, mas não vou fazer dessa vontade uma imposição, porque existem os interesses da cidade que são muito maiores. Longe de fazer de uma vontade pessoal uma candidatura." No entanto, ele destacou que o DEM tem colocado com naturalidade sua candidatura à reeleição em São Paulo.

"No momento é um discurso poético [de qualquer partido]. Para qualquer grande partido, no momento das eleições, uma candidatura própria é prioridade, mas se não existisse a possibilidade de aliança, então não faria sentido admiti-la juridicamente. A naturalidade de um candidato do PSDB também tem no Democratas", destacou.

Ao ser questionado sobre o reflexo em 2010 de uma possível não-aliança entre DEM e PSDB em São Paulo, o prefeito questionou: "Você já viu algum noivo falar que não vai casar? Vamos trabalhar pela aliança."

Mário Covas

Kassab e Alckmin participaram hoje, no mosteiro de São Bento, em São Paulo, de uma missa para lembrar os sete anos da morte do governador paulista Mário Covas, que morreu em março de 2001, vítima de câncer.

"Eu tenho saudade de Mário Covas. Um homem inteiro, um político que amava o povo, especialmente os mais pobres. Um homem muito firme, com visão administrativa e uma objetividade muita grande. Eu tive a honra de ser co-piloto durante seis anos de um grande comandante. Mário Covas era aula todos os dias, e aula prática", disse Alckmin.

Após a missa, o tucano cumprimentou as pessoas na rua já em clima de pré-campanha e parou para tomar um café, acompanhado de sua mulher, Lu Alckmin.

Além de Alckmin e Kassab, participaram da missa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), o presidente da Assembléia Legislativa, Vaz de Lima (PSDB), e o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (DEM), entre outros.

Em clima cordial, Serra, Alckmin e Kassab sentaram juntos durante a missa.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
avalie fechar
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
avalie fechar
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (8157)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca