Via Campesina denuncia ao governo supostos abusos da Brigada Militar no RS
da Folha Online
Um grupo de mulheres integrantes da Via Campesina entregou nesta quinta-feira ao ministro Tarso Genro (Justiça) um documento relatando os supostos abusos praticados pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul na última terça-feira. Durante operação militar para cumprir mandado de reintegração de posse da fazenda Tarumã, em Rosário do Sul (RS), 59 mulheres e dez crianças ficaram feridas.
Os deputados Luciana Genro (PSOL-RS), Dr. Rosinha (PT-PR) e Adão Preto (PT-RS) participaram da audiência com o Tarso Genro. A assessoria do ministro ainda não confirmou o encontro.
As manifestantes, que organizaram a invasão também para marcar o Dia Internacional da Mulher, afirmam que foram agredidas até mesmo quando estavam rendidas. A Brigada Militar nega.
O grupo formado apenas por mulheres e crianças protestava contra a exploração da área pela empresa sueco-finlandesa Stora Enso.
Segundo a assessoria da Via Campesina, o movimento também espera providências do governo sobre a suposta criação, pela Stora Enso, de uma empresa brasileira --a Azenglever-- para conseguir terras na região próxima à fronteira no Rio Grande do Sul. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público Federal.
Depois de entregar o documento para Tarso Genro, as mulheres participam da audiência pública sobre o tema "A mulher nos espaços de poder", evento que deu início às atividades no Senado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Durante a audiência, a agricultora gaúcha Maraísa Talaska relatou aos presentes as agressões praticadas pela Brigada Militar.
Após a participação da audiência no Senado, as mulheres se reuniram com o ouvidor nacional da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Fermino Fecchio, para relatar o episódio ocorrido em Rosário do Sul.
Ainda hoje, as mulheres da Via Campesina deverão se reunir com representantes das embaixadas da Finlândia e da Suécia para relatar a situação da Stora Enso.
Com Agência Folha
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Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
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