Brasil
07/03/2008 - 12h00

Oposição quer desgastar imagem do Planalto com investigações da CPI mista

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A oposição vai adotar a estratégia de transformar a CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos em um palco de revelações de irregularidades do governo federal. Em ano eleitoral, DEM e PSDB querem desgastar a imagem do Palácio do Planalto, uma vez que integrantes do governo federal foram acusados de uso irregular dos cartões.

Nos bastidores, a oposição reconhece que a CPI vai dar início aos seus trabalhos na próxima terça-feira esvaziada, porque começará as investigações quase um mês depois que as denúncias sobre o uso dos cartões no governo vieram à tona. Oficialmente, porém, o discurso é o de endurecimento das investigações.

"Estamos determinados a investigar tudo e o ideal é começar a trabalhar a partir do que já veio à tona, propondo quebra de sigilos fiscal, telefônico e bancário daqueles que fizeram saques em espécie, por exemplo", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), vice-líder da minoria indicado como integrante da CPI.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) afirmou que, apesar do atraso nas investigações, a CPI deve apurar em detalhes os episódios dos cartões. "Temos que continuar insistindo nas apurações. Não adianta o governo achar que vai jogar nada debaixo do tapete", afirmou.

Os governistas, por sua vez, vão tentar esvaziar ao máximo os trabalhos da comissão com o argumento de que o episódio dos cartões já não está em evidência capaz de comprometer o Palácio do Planalto.

"O país não pode parar porque há uma CPI em andamento. Precisamos legislar, há um Orçamento [de 2008] para ser votado e uma proposta de reforma tributária para ser discutida. Não dá para se voltar exclusivamente para uma CPI", disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

Indicações

A demonstração da diferença entre os objetivos de governistas e oposicionistas ficou clara na escolha dos integrantes da CPI. A oposição indicou parlamentares com perfil combativo e experiência em CPIs, como os senadores Demóstenes e José Agripino Maia (DEM-RN), além dos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Vic Pires Franco (DEM-PA).

Já a base aliada optou por escolher parlamentares de atuação discreta e alguns estão no primeiro mandato, como o deputado Antônio Roberto (PV-MG). Os governistas ainda precisam indicar pelo menos quatro integrantes que não foram escolhidos para a comissão, numa demonstração de que não está preocupado com o início das investigações.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
33 opiniões
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