Ministros do PT irrigam entidades ligadas ao partido em SC
da Folha Online
A Secretaria Especial da Aqüicultura e da Pesca (Seap) também repassou recursos, por meio de convênios, para entidades dirigidas por membros do PT em Santa Catarina, revela matéria de Leila Suwwan publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). O titular da pasta, ministro Altemir Gregolin, e o ex José Fritsch, são filiados ao partido.
As verbas abasteceram duas associações presididas por um candidato petista no período pré-eleitoral de 2004. Outra entidade, dirigida por petistas, já teve como seu endereço oficial o escritório do ex-deputado Mauro Passos (PT-SC), autor de emendas orçamentárias que financiaram os convênios.
A partir de dados da Controladoria Geral da União, a Folha analisou os R$ 17 milhões repassados em convênios desde 2003 para o Estado. A Seap, pasta com status ministerial criada por Luiz Inácio Lula da Silva, abriga petistas catarinenses da Articulação de Esquerda, corrente que surge nas ligações verificadas nos convênios.
O suposto esquema de favorecimento em SC segue o exemplo de casos já revelados envolvendo os ministérios do Trabalho e do Esporte e entidades ligadas ao PDT e ao PC do B.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é investigado na Comissão de Ética Pública por denúncias de favorecimento de ONGs ligadas ao PDT --partido que presidia e do qual deixou a presidência na semana passada.
No caso do Ministério do Esporte, R$ 14 milhões teriam sido direcionados a projetos de ONGs dirigidas por integrantes do PC do B (Partido Comunista do Brasil), sigla à qual é filiado o ministro da pasta, Orlando Silva.
Outro lado
À Folha, a Secretaria da Aqüicultura e Pesca afirma que não há preocupação com a influência de ligações político-partidárias nos convênios que firmou em Santa Catarina porque esse "não é um critério utilizado".
A secretaria considera satisfatório o trabalho desempenhado pela Colônia de Pescadores, pela Casa Familiar do Mar e pela Famasc (federação de maricultores) e informou que as prestações de contas não foram enviadas ou estão "sob análise".
A reportagem completa está na Folha desta segunda, que está nas bancas.
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