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Brasil
10/03/2008 - 11h19

Via Campesina ocupa ferrovia da Vale em MG; empresa repudia ação

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da Folha Online

Mais de mil mulheres da Via Campesina de Minas Gerais e Espírito Santo ocuparam na manhã desta segunda-feira, segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), os trilhos de uma das principais ferrovias da mineradora Vale, que corta o município de Resplendor (MG).

Segundo a Polícia Militar, são cerca de 600 os manifestantes no local. O MST afirmou que o objetivo da manifestação é denunciar que a construção da barragem de Aimorés, pela Vale e Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), inviabiliza o sistema de esgoto da cidade.

Segundo o movimento, a Vale é uma das principais responsáveis pela destruição do meio ambiente em Minas e pela concentração de terras, por meio do plantio de eucalipto em larga escala.

Outro lado

Em nota divulgada hoje, a Vale repudia a manifestação e afirma que a EFVM (Estrada de Ferro Vitória-Minas) teve sua operação paralisada, além de os manifestantes terem arrancado placas de sinalização da ferrovia e jogado pneus sobre a linha.

A Vale informa que, com a paralisação dos serviços, cerca de 300 mil toneladas de minério de ferro deixarão de ser transportadas por dia pela ferrovia, que tem 905 km de extensão e corta 51 municípios nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

"Esta invasão também ocasiona a paralisação do transporte de passageiros. Diariamente, cerca de 2,5 mil pessoas são atendidas por dois trens que partem de Vitória e Belo Horizonte, podendo chegar a 3 mil pessoas em períodos de pico, como os meses de janeiro e julho. O trem de passageiros passa por 29 municípios."

Na nota, a empresa informa ainda que tomará medidas para preservar suas instalações, a segurança de suas operações e de seus empregados, pois cabe aos governos estadual e federal a condução do processo de negociação com os manifestantes.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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