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Brasil
10/03/2008 - 12h21

Chinaglia reage à cobrança de Lula e diz que CPMF também atrasou votação do Orçamento

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu nesta segunda-feira à cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional para que os parlamentares coloquem em votação, nesta semana, o Orçamento Geral da União de 2008. Chinaglia disse que o plenário do Congresso votará a matéria "com ou sem acordo" entre os parlamentares, mas ressaltou que o próprio governo atrasou a votação do texto no final do ano passado.

"Quem paralisou a Câmara ano passado durante dois meses foi o governo para impedir que se votasse uma medida provisória que trancaria a pauta do Senado e atrapalharia a votação da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]. Este foi um dos elementos que também atrapalharam a votação na Comissão de Orçamento", criticou.

Em seu programa semanal de rádio, Lula fez um apelo nesta manhã para que o Congresso vote o Orçamento --com duras críticas aos parlamentares. "Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles [os parlamentares] não. [...] Eu tenho certeza de que há disposição e vontade política do Congresso em votar. Mas eu estou convencido de que eles vão votar porque sabe a oposição e sabe a situação que o Brasil precisa do Orçamento", disse Lula.

Chinaglia admitiu que o impasse em torno do anexo de "metas e prioridades" incluído no texto orçamentário dificultou a discussão da matéria. Mas ressaltou que o mecanismo, apresentado por integrantes da Comissão Mista de Orçamento, não pode paralisar a votação do texto.

"A Comissão de Orçamento pode divergir e fazer acordos, mas não pode paralisar o Congresso. Temos que votar, isso tem que vir à luz do dia. Todos têm legitimidade, inclusive os integrantes da comissão, mas maior legitimidade tem o Congresso Nacional", afirmou.

Impasse

O atraso na votação do Orçamento foi conseqüência da falta de acordo entre deputados e senadores sobre o anexo de "metas e prioridades" incluído na peça orçamentária. No valor de R$ 534 milhões, o anexo prevê que os recursos sejam distribuídos em obras sugeridas por um grupo de 96 parlamentares, divididos por 15 Estados. O mecanismo foi intitulado pela oposição de "contrabando" ao Orçamento.

O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PT-PE), propôs que os recursos do anexo sejam distribuídos proporcionalmente entre os Estados seguindo critérios baseados no FPE (Fundo de Participação dos Estados), emendas parlamentares e tamanho da população das unidades federativas.

A oposição se mostrou favorável à proposta de Rands, mas integrantes da Comissão de Orçamento ainda estariam resistentes à mudança para manter o anexo em seu formato presente no texto. Chinaglia disse acreditar que o impasse em torno do anexo seja superado com a distribuição de seus recursos entre as bancadas estaduais.

"O que em dado momento contrariou muita gente, foi distribuído de maneira proporcional a cada Estado. O que não pode é a cada momento ficar atrasando [a votação]", afirmou.

Comentários dos leitores
Monica Rego (362) 17/12/2009 01h02
Monica Rego (362) 17/12/2009 01h02
E assim la vem corte contra enchente e aumento publicidade... Assim desgoverna tucanos demos pfl, só na maquilagem!!!
Abrolhos... os caras são ligados por arrudas alstons lista de furnas pasta amarela buraco do metro cdhu nossa caixa azeredo valerio dantas roubanel prefeito do PFL 16 anos de tucano duto e mais 70 cpis abafadas eles são ligados por debaixo do tapete!!!
sem opinião
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Elvis Gimenes (41) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (41) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. 3 opiniões
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Marcos Roma (17) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (17) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 4 opiniões
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