Brasil
10/03/2008 - 15h23

Feriado dificultará votação do Orçamento na próxima semana, diz Garibaldi

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), reconheceu nesta sexta-feira que Congresso Nacional terá "dificuldades" para votar o Orçamento Geral da União de 2008 na semana que vem se não houver acordo para a discussão da matéria nesta quarta-feira. Garibaldi disse que o Congresso estará esvaziado a partir da próxima segunda-feira devido aos feriados da semana santa, o que aumenta a necessidade de um acordo ser fechado para garantir a votação nos próximos dias.

"A semana santa é abençoada para algumas coisas, mas para outras não. Para a aprovação de projetos, não é boa não", reconheceu.

O senador disse acreditar que um acordo sobre a extinção do anexo de "metas e prioridades" incluído na peça orçamentária poderá garantir a votação do texto esta semana. "Existem propostas que deixam o Congresso à vontade para votar o Orçamento sem esse anexo", afirmou.

O atraso na votação do Orçamento foi conseqüência da falta de acordo entre deputados e senadores sobre o anexo de R$ 534 milhões --que prevê a distribuição dos recursos em obras sugeridas por um grupo de 96 parlamentares, divididos por 15 Estados que integram a Comissão de Orçamento. O mecanismo foi intitulado pela oposição de "contrabando".

O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PT-PE), propôs que os recursos do anexo sejam distribuídos proporcionalmente entre os Estados seguindo critérios baseados no FPE (Fundo de Participação dos Estados), emendas parlamentares e tamanho da população das unidades federativas.

Críticas

Garibaldi disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve cobrar dos líderes aliados no Congresso a busca de um acordo para a votação do Orçamento de 2008. O senador considerou legítimo o pedido de Lula para que a peça orçamentária seja aprovada, mas avalia que o presidente deve dialogar ao invés de simplesmente cobrar o Congresso.

"O presidente deve refletir e buscar o entendimento. A cobrança não deixa de ser pertinente, mas a simples cobrança não resolve. Confronto é o último expediente a ser utilizado", defendeu.

Sem referir-se diretamente ao presidente, Garibaldi disse que é fácil "botar a culpa nos outros e não colocar a mão na consciência".

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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