Brasil
10/03/2008 - 18h33

Manifestantes da Via Campesina desocupam ferrovia da Vale em Minas

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da Folha Online

A Vale informou que os cerca de 600 manifestantes da Via Campesina que ocuparam hoje de manhã a EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas), em Resplendor (MG), já deixaram o local. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) informa que a desocupação ocorreu por volta das 17h.

De acordo com o MST, cerca de mil mulheres da Via Campesina de Minas Gerais e Espírito Santo ocuparam os trilhos da EFVM, pertencente à Vale, em protesto contra a suposta destruição do meio ambiente em Minas e contra a concentração de terras.

Em nota, a Vale informa que o protesto paralisou a operação da ferrovia. "Essa nova ação criminosa do MST acontece dois dias depois da invasão e depredação de uma empresa da Vale no Maranhão, a Ferro Gusa Carajás", diz a nota.

De acordo com a Vale, a circulação do trem de passageiros será restabelecida a partir de amanhã. "A invasão provocou a paralisação do transporte de passageiros. Diariamente, cerca de 2,5 mil pessoas são atendidas por dois trens que partem de Vitória e Belo Horizonte. O trem de passageiros passa por 29 municípios", diz a nota.

A Vale informa ainda que a Justiça Estadual de Minas Gerais concedeu uma liminar de reintegração de posse da EFVM. "O documento já foi entregue ao comando da Polícia Militar da região, que deve providenciar o cumprimento imediato da decisão".

Refém

O MST chegou a informar que o maquinista Pedro de Jesus Simões foi feito refém durante o protesto. Ele já foi libertado.

Na nota, a Vale reclama que já foi alvo de sete invasões do MST desde agosto de 2007.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Não somente os repasses do governo ao MST devem ser investigados, seria uma estultícia. Mas, sobretudo, o "movimento" daqueles que querem a Reforma Agrária na "marra". Nós desejamos a RA, mas dentro dos limites desses mesmos desejos. Não é uma RA à "bangu", mas uma RA que contemple aos que deveras precisamos nas terras para ará-las, cultivarem-nas, dando retorno a si e à sociedade. O problema dos repasses, sério, mas não somente eles. Somos um povo pacífico e não queremos a babárie, a desumanidade. Desejamos fôlego para todos nós. Chega de violências de toda ordem. Basta de sangue, pois, já o doamos e nos tomaram de sobra, em transfusões das menos dignas. sem opinião
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Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Como quaisquer criminosos...
Diga-me com quem andas....
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Invasões e mais invasões, e o governo não faz nada, pelo contrário, sua inércia nos leva a entender de que está mais para conivente do que para fiscalizador ou controlador de situações nesses atos de vandalismo.
Querer um local para residir e obter o sustento de suas famílias é uma coisa, invadir propriedades de terceiros é outra bem diferente.
A falta de vontade do governo para a solução desses problemas de reforma agrária é gritante e, enquanto isso, os integranntes do MST e semelhantes não tem limites para agir em propriedades alheias.
2 opiniões
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