Manifestantes da Via Campesina desocupam ferrovia da Vale em Minas
da Folha Online
A Vale informou que os cerca de 600 manifestantes da Via Campesina que ocuparam hoje de manhã a EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas), em Resplendor (MG), já deixaram o local. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) informa que a desocupação ocorreu por volta das 17h.
De acordo com o MST, cerca de mil mulheres da Via Campesina de Minas Gerais e Espírito Santo ocuparam os trilhos da EFVM, pertencente à Vale, em protesto contra a suposta destruição do meio ambiente em Minas e contra a concentração de terras.
Em nota, a Vale informa que o protesto paralisou a operação da ferrovia. "Essa nova ação criminosa do MST acontece dois dias depois da invasão e depredação de uma empresa da Vale no Maranhão, a Ferro Gusa Carajás", diz a nota.
De acordo com a Vale, a circulação do trem de passageiros será restabelecida a partir de amanhã. "A invasão provocou a paralisação do transporte de passageiros. Diariamente, cerca de 2,5 mil pessoas são atendidas por dois trens que partem de Vitória e Belo Horizonte. O trem de passageiros passa por 29 municípios", diz a nota.
A Vale informa ainda que a Justiça Estadual de Minas Gerais concedeu uma liminar de reintegração de posse da EFVM. "O documento já foi entregue ao comando da Polícia Militar da região, que deve providenciar o cumprimento imediato da decisão".
Refém
O MST chegou a informar que o maquinista Pedro de Jesus Simões foi feito refém durante o protesto. Ele já foi libertado.
Na nota, a Vale reclama que já foi alvo de sete invasões do MST desde agosto de 2007.
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