Brasil
10/03/2008 - 18h55

Manifestantes liberam ferrovia; Vale chama protesto de "ato criminoso"

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

A Vale informou nesta segunda-feira que os manifestantes da Via Campesina desocuparam a ferrovia Vitória-Minas, na altura do município de Resplendor (MG). As atividades no local continuam interrompidas por causa da manifestação.

Segundo a Vale, o maquinista Pedro de Jesus Simões, 63, foi feito refém por quase 12 horas pelos manifestantes e ficou sem poder sair de uma locomotiva --ele já foi libertado. Em nota, a Via Campesina informa que a ocupação dos trilhos da Vale "ocorreu de forma pacífica".

A Via Campesina também nega ter feito um maquinista refém. "Não houve reféns no protesto, respeitando os direitos humanos dos funcionários da empresa, que puderam sair da área logo depois da ocupação dos trilhos da empresa", diz a nota da Via Campesina.

De acordo com o movimento, o objetivo do protesto era "denunciar os impactos sociais e ambientais da construção da barragem de Aimorés, no Rio Doce".

Ato criminoso

O diretor-executivo de assuntos corporativos e energia da companhia, Tito Martins, disse que a Vale estuda processar representantes nacionais do MST. "Estamos estudando acionar juridicamente os responsáveis por este episódio em todas as esferas", disse Martins, que chamou o ato de criminoso.

"O que existe é um ato criminoso. São bandidos. Claramente é um grupo organizado, planejado, político. Há mais de 15 ônibus lá com manifestantes. O MST está sem bandeira e está usando a Vale como um instrumento de pressão e divulgação", disse ele.

Em resposta à acusação do MST de que a construção da barragem de Aimorés (MG) pela Vale inviabiliza o sistema de esgoto da cidade, a Vale afirmou que, apesar de a medida ser de responsabilidade da prefeitura de Resplendor, está colaborando com o projeto, que está em fase de conclusão.

O diretor Tito Martins disse ainda que não há possibilidade de negociação. "O que eles estão reivindicando, nós não reconhecemos como legítimo."

Comentários dos leitores
Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
Edvaldo Freitas (1) 22/11/2009 16h50
O MST é um movimento com atitudes criminosas e deveriam ser tratados como tal. Não podemos concordar com este movimento, que não passa de um modelo de crime organizado. sem opinião
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O Pacificador (183) 19/11/2009 20h18
O Pacificador (183) 19/11/2009 20h18
O MST é claramente um movimnto de guerrilha do campo.
Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
1 opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (38) 18/11/2009 09h03
Alziro Ribeiro da Silva (38) 18/11/2009 09h03
Reforma agrária é coisa séria,nem tanto vem se tratando deste assunto como sendo politica entre produtores e enteressados do MST,a continuar assim nunca terá fim e a briga continuará.!!! sem opinião
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