Brasil
11/03/2008 - 07h49

Maggi quer cidades de MT fora de ranking

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PABLO SOLANO
FELIPE BÄCHTOLD
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a retirada das cidades do Estado da lista dos 36 municípios que mais desmatam no país. Ontem, a Operação Arco de Fogo da Polícia Federal chegou a mais duas cidades de Mato Grosso para combater o desmate na Amazônia.

Maggi contesta os dados do governo federal, coletados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) entre outubro e dezembro de 2007 e divulgados em janeiro, que apontaram 19 cidades do Mato Grosso entre as 36 que mais desmatam no país.

Segundo um relatório elaborado por técnicos do governo de Mato Grosso, dos 505 pontos de desmatamento apresentados pelo Inpe no Estado, apenas 6,5% são recentes. Parte das áreas é resultado de incêndio florestal, de acordo com o governo estadual. Maggi também afirma que 14% da área não foi desmatada.

O governador pretende levar o relatório contestando os dados do Inpe ao presidente e à ministra Marina Silva (Meio Ambiente) na próxima semana. Após a divulgação dos dados do Inpe, as cidades ficaram impedidas de desmatar.

Arco de Fogo

Agentes da PF, fiscais do Ibama e membros da Força Nacional de Segurança chegaram ontem a Sinop e Alta Floresta, no norte de Mato Grosso.

Sinop é o principal pólo madeireiro do Estado, com 18% das atividades do setor, segundo o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso). Os dois municípios vão servir de base para ações em cidades vizinhas, segundo a PF.

De acordo com os sindicatos dos madeireiros das duas cidades, as ações começaram nas empresas dos presidentes de ambas as entidades. O presidente do sindicato em Alta Floresta, Lindomar Bela Justina, afirma que os agentes foram à sua empresa para inspecionar o estoque de madeira.

O presidente do Cipem, Jaldes Langer, diz considerar a postura do governo federal "constrangedora e intimidatória". Segundo ele, a Arco de Fogo age contra empresários legalizados, enquanto deveria focar pontos de desmatamento.

Langer afirma que não existe na região desmatamento ilegal, mas teme as conseqüências da ação. "Operação da Polícia Federal e do Ibama na região significa desemprego."

Sinop tem 608 empresas do ramo, segundo a prefeitura, o que gera mais de 3.000 empregos diretos. Em Alta Floresta, o sindicato local diz que há 3.000 empregados diretos e indiretos.

Comentários dos leitores
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 10 opiniões
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karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
Temos terras super produtivas, de fazer inveja aos países mais ricos. Aí vem essas ONGs que os americanos mandam e financiam para o Brasil, para ficarem fazendo propaganda do meio ambiente, dizendo que devemos preservar a Amazônia, é tudo mentira, o que eles querem mesmo é desviar a atenção dos verdadeiros poluidores internacionais e com isso manter o Brasil no atraso e evitar a concorrência no agronegocio.
Eu ainda acho que num futuro breve o Brasil será o celeiro do mundo.
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