Brasil
11/03/2008 - 12h56

Dilma chora ao lembrar do período da ditadura militar

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou às lágrimas na manhã desta terça-feira no plenário do Senado ao participar de sessão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Ao lembrar o período da ditadura militar, em que as presas políticas eram torturadas nos porões do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), Dilma embargou a voz e não conseguiu conter o choro.

Ela ficou emocionada ao lembrar, em especial, da amiga Terezinha Zerbini --uma das homenageadas na sessão do Senado--, com quem ficou presa durante a ditadura militar. "Conheci a Terezinha nos anos 70. Ela lutou contra a ditadura, a luta de resistência da época em um período, em um momento difícil, em que não se tem a facilidade de se manifestar (...) com torturas", disse.

Emocionada, Dilma mencionou episódios vividos na prisão ao lado da amiga. "Ela [Terezinha] mostrou imensa solidariedade em alguns momentos. Parece pouco, mas a Terezinha fechava as cortinas da cela dela quando recebíamos visitas não muito agradáveis daqueles que não honravam as distinções que o marido dela tinha honrado", disse.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), prestou homenagem à ministra depois de ouvir o breve relato sobre as torturas enfrentadas durante a ditadura. "A ministra não tornou muito claro [as torturas] por razões de modéstia, de se preservar. A ministra foi alvo da violência da ditadura militar naqueles dias sombrios", disse o senador.

Comentários dos leitores
Edinei Machado (16) 29/08/2008 03h42
Edinei Machado (16) 29/08/2008 03h42
E os companheiros TERRORISTAS comunistas- DILMA ROUSSEF(Estela-VAR-Palmares), hoje mãe do PAC-Plano de Assalto ao Cofre; assaltante de bancos-Calos Minc, e sequestrador-Franklin Martins... Será que para eles tambem a lei não prescreveu ? Será que os Petistas vão inclui'-los na lista para ser debatidos ? Senão, com certeza e' revanchismo, estarei esperando. sem opinião
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sérgio carneiro (203) 29/08/2008 00h42
sérgio carneiro (203) 29/08/2008 00h42
Crime é crime.

Um crime praticado por um governo ditador deixar de ser crime se for cometido por um governo democrático?

Não sei o que é pior: um flagelo censurado durante uma ditadura, ou o mesmo flagelo amplamente divulgado em uma democracia. A sensação de impotência é a mesma.

A alternância de poder, e a esperança de mudança, e a equidade em disputas judiciais, e a responsabilidade compartilhada, e o trocar seus governantes. Tudo isto significa um democracia, contudo esta não funciona no Brasil.
Em nossa constituição temos: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE , nos termos desta Constituição.". Cadê os plebiscitos, referendos, ações civil e outros instrumentos para o povo exercer seu poder. Cite um governador, prefeito, senador, deputado, vereador que tenha perdido seu cargo pelo poder do POVO, e sabemos que maus políticos e corruptos não faltam.

Nas grandes questões nacionais ou nas pequenas municipais existem "pseudas-audiências públicas" para debater os assuntos. Estas parecem mais uma licitação na modalidade de convite onde poucos são convocados para participar e por vezes alguma ONG com objetivos escusos.
Nestes quase vinte anos de "democracia" quantos plebiscito e referendo tivemos?(no singular mesmo).
Por que sou obrigado a ir as urnas? Por que não temos o voto facultativo?
"Todo poder emana do povo".
É piada.
sem opinião
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hugo tome (11) 26/08/2008 01h17
hugo tome (11) 26/08/2008 01h17
As figuras jurídicas também são objetos de estudo da História, Por outro lado, também são produtos de reflexões críticas do desenvlvimento histórico da experiência social. Portanto, Anistia (e o Direito) têm muito de história e filosofia em suas entranhas. 1 opinião
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