Dilma chora ao lembrar do período da ditadura militar
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou às lágrimas na manhã desta terça-feira no plenário do Senado ao participar de sessão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Ao lembrar o período da ditadura militar, em que as presas políticas eram torturadas nos porões do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), Dilma embargou a voz e não conseguiu conter o choro.
Ela ficou emocionada ao lembrar, em especial, da amiga Terezinha Zerbini --uma das homenageadas na sessão do Senado--, com quem ficou presa durante a ditadura militar. "Conheci a Terezinha nos anos 70. Ela lutou contra a ditadura, a luta de resistência da época em um período, em um momento difícil, em que não se tem a facilidade de se manifestar (...) com torturas", disse.
Emocionada, Dilma mencionou episódios vividos na prisão ao lado da amiga. "Ela [Terezinha] mostrou imensa solidariedade em alguns momentos. Parece pouco, mas a Terezinha fechava as cortinas da cela dela quando recebíamos visitas não muito agradáveis daqueles que não honravam as distinções que o marido dela tinha honrado", disse.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), prestou homenagem à ministra depois de ouvir o breve relato sobre as torturas enfrentadas durante a ditadura. "A ministra não tornou muito claro [as torturas] por razões de modéstia, de se preservar. A ministra foi alvo da violência da ditadura militar naqueles dias sombrios", disse o senador.
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Em nossa constituição temos: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE , nos termos desta Constituição.". Cadê os plebiscitos, referendos, ações civil e outros instrumentos para o povo exercer seu poder. Cite um governador, prefeito, senador, deputado, vereador que tenha perdido seu cargo pelo poder do POVO, e sabemos que maus políticos e corruptos não faltam. Nas grandes questões nacionais ou nas pequenas municipais existem "pseudas-audiências públicas" para debater os assuntos. Estas parecem mais uma licitação na modalidade de convite onde poucos são convocados para participar e por vezes alguma ONG com objetivos escusos.
Nestes quase vinte anos de "democracia" quantos plebiscito e referendo tivemos?(no singular mesmo).
Por que sou obrigado a ir as urnas? Por que não temos o voto facultativo?
"Todo poder emana do povo".
É piada.
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