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Brasil
11/03/2008 - 13h54

Planalto vai intensificar diálogo para aprovar Orçamento antes de recorrer as MPs

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo federal não descarta enviar medidas provisórias para compensar os recursos previstos no Orçamento Geral da União de 2008, mas decidiu intensificar o diálogo com o Congresso Nacional para garantir a aprovação da peça orçamentária nesta quarta-feira. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou hoje que a prioridade do governo será garantir a aprovação do Orçamento, embora trabalhe com a possibilidade da edição de MPs.

"O governo a partir de agora tomará todas as providências para viabilizar que o Orçamento seja aberto. A principal delas é a sua aprovação pelo Senado. As outras [alternativas] não resolvem. Nós podemos até vir a usar MPs, mas essa não é a questão central. É votar o Orçamento para ter estabilidade no país", afirmou a ministra.

Dilma disse acreditar que o Congresso vai se sensibilizar pela necessidade de aprovação do Orçamento. Mas reconheceu que, sem a peça orçamentária, o governo não pode avançar com obras previstas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

"É impossível um país com todas as carências que o Brasil tem não ter o seu Orçamento aprovado. Nós estamos muito preocupados com o PAC. Enquanto o Orçamento não é aprovado, eu não posso abrir os gastos desse ano com o PAC. Como nós nos esforçamos no ano passado para contratar, fazer licitações, estamos aguardando ansiosos por essa aprovação", disse.

Na opinião da ministra, é "impossível" que o governo e os parlamentares convivam sem o Orçamento de 2008. "Vamos entrar na terceira semana de março. Estou com dois meses e 15 dias perdidos", criticou Dilma.

Apelo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou nesta terça-feira para que a base aliada vote unida pela aprovação da proposta orçamentária de 2008. O pedido ocorreu na manhã de hoje durante reunião com os integrantes de seu conselho político.

Os dois principais ministros que cuidam da relação do governo com o Legislativo estiveram no Congresso nesta terça-feira. Além de Dilma, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) acompanhou o colega Guido Mantega (Fazenda) em conversa com o PMDB.

Paralelamente, líderes governistas também buscam um acordo para garantir a aprovação do Orçamento.

Os partidos de oposição ameaçam votar contra a proposta orçamentária, se for mantido o anexo de R$ 534 milhões --que se tornou o principal impasse para a votação da peça orçamentária.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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