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Brasil
11/03/2008 - 18h25

Consórcio Estreito entra com ação de reintegração de posse contra MAB

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Manifestantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) bloquearam nesta terça-feira a estrada de acesso ao canteiro de obras da usina hidrelétrica de Estreito, situado às margens da BR-010, no município de mesmo nome, no Maranhão. De acordo com informações do consórcio Estreiro Energia, responsável pela obra, cerca de 200 pessoas ergueram acampamento na entrada principal e obstruem a entrada e saída de trabalhadores.

O consórcio diz ainda que entrou na Justiça com ação de reintegração de posse para que as obras não sejam paralisadas. Segundo a empresa, a ocupação acarreta sérios transtornos ao processo de construção e coloca em risco a segurança e integridade física dos trabalhadores que estão no local.

"A manifestação também pode causar sérios transtornos ao empreendimento e comprometer gravemente o cronograma das obras", informou, por meio de nota, o consórcio.

Ainda segundo o consórcio, os trabalhadores que vão render os operários que estão na usina não conseguem ter acesso às obras, e o andamento das obras já começa a ser alterado.

Os manifestantes exigem a paralisação das obras da usina e de outras que estão sendo erguidas ao longo do rio Tocantins. Os movimentos querem que seja feito um novo levantamento de impacto ambiental.

A usina de Estreito começou a ser construída no início de 2007. Com início de operações previsto para 2010, terá capacidade instalada de 1.087 MW (megawatts). Incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), é a maior usina hidrelétrica em construção no país. O investimento total em Estreito está orçado em R$ 3,6 bilhões.

Participam do consórcio responsável pela construção e operação da usina a Vale, Acoa Alumínio, Billiton Metais (BHP), Camargo Corrêa Energia, e Tractebel.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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