Consórcio Estreito entra com ação de reintegração de posse contra MAB
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Manifestantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) bloquearam nesta terça-feira a estrada de acesso ao canteiro de obras da usina hidrelétrica de Estreito, situado às margens da BR-010, no município de mesmo nome, no Maranhão. De acordo com informações do consórcio Estreiro Energia, responsável pela obra, cerca de 200 pessoas ergueram acampamento na entrada principal e obstruem a entrada e saída de trabalhadores.
O consórcio diz ainda que entrou na Justiça com ação de reintegração de posse para que as obras não sejam paralisadas. Segundo a empresa, a ocupação acarreta sérios transtornos ao processo de construção e coloca em risco a segurança e integridade física dos trabalhadores que estão no local.
"A manifestação também pode causar sérios transtornos ao empreendimento e comprometer gravemente o cronograma das obras", informou, por meio de nota, o consórcio.
Ainda segundo o consórcio, os trabalhadores que vão render os operários que estão na usina não conseguem ter acesso às obras, e o andamento das obras já começa a ser alterado.
Os manifestantes exigem a paralisação das obras da usina e de outras que estão sendo erguidas ao longo do rio Tocantins. Os movimentos querem que seja feito um novo levantamento de impacto ambiental.
A usina de Estreito começou a ser construída no início de 2007. Com início de operações previsto para 2010, terá capacidade instalada de 1.087 MW (megawatts). Incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), é a maior usina hidrelétrica em construção no país. O investimento total em Estreito está orçado em R$ 3,6 bilhões.
Participam do consórcio responsável pela construção e operação da usina a Vale, Acoa Alumínio, Billiton Metais (BHP), Camargo Corrêa Energia, e Tractebel.
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