OAB pede inquérito policial para punir militares no caso do Araguaia
da Folha Online
O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao STM (Superior Tribunal Militar) a instalação de um inquérito policial para investigar e julgar as responsabilidades de militares envolvidos na destruição e extravio de documentos oficiais referentes à guerrilha do Araguaia.
Em representação encaminhada nesta quarta-feira ao presidente do STM, brigadeiro Flávio de Oliveira Lencastre, o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, destaca que o episódio da destruição dos documentos da guerrilha não está acobertado pela Lei da Anistia, de 1979.
A entidade pede o enquadramento dos responsáveis no artigo 321 do Código Penal Militar, que prevê penas de dois a seis anos para o crime de extravio ou inutilização de documento oficial.
"O povo brasileiro tem direito a conhecer sua história e esse fato não pode ficar sem investigação das responsabilidades pelo extravio dos documentos relativos a esse período", disse Britto.
"Esperamos que o Superior Tribunal Militar, fiel às tradições, haverá de determinar a apuração dos fatos não acobertados, de forma alguma, pela Lei da Anistia, até porque alude a desaparecimento de documentos em data posterior à sua edição, sendo uma ilogicidade o perdão prospectivo, para o que visse a acontecer depois do benefício", diz a representação.
Leia mais
- Governo perde recurso e deve abrir arquivos do Araguaia
- Pedido da União sobre arquivos do Araguaia sai da pauta do STF
- STJ devolve para primeira instância pedido de abertura de arquivos do Araguaia
- Famílias pedem relatórios dos EUA sobre o Araguaia
- Folha Explica a história do Brasil nas décadas turbulentas de 60 e 70; leia capítulo
Especial



avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar