Bernardo diz que verba diária para viagens de ministros deve ser de até R$ 450
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse nesta quarta-feira que já está pronto o estudo sobre as regras para o pagamento de diárias destinadas a ministros e autoridades --com status de ministro-- em viagens pelo país. Ele disse que a idéia é fixar um valor entre R$ 400 e R$ 450, mas a definição só ocorrerá depois de a proposta ser aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que não tem data para ocorrer.
"Nós precisamos achar uma janela na agenda do presidente para conversar sobre isso e ver se ele concorda", disse Bernardo. "Nós temos de fato um levantamento sobre isso. Mas esse não é um tema tão candente, uma coisa tão urgente a nos levar a apressar."
O estudo se baseou em análises dos técnicos que examinaram as diárias pagas no Legislativo, Executivo e Judiciário. O ministro disse que o esforço foi para fazer uma "média" para obter o melhor número.
Até o final deste semestre, o governo pretende divulgar na internet as notas fiscais apresentadas pelas autoridades e servidores. De acordo com ele, a demora se deve à necessidade de adequar um sistema técnico para divulgar os dados.
No começo do mês, o ministro descartou a hipótese de pagamento de verba de representação aos ministros. Essa verba teria sido proposta durante a discussão sobre o uso irregular dos cartões corporativos. Essa verba seria destinada especificamente aos ministros para que pagassem despesas com almoços e jantares de trabalho.
Bernardo não mencionou a cartilha --que está sendo elaborada pelo governo-- que vai tratar sobre o uso de recursos públicos em atividades de trabalho. A idéia é incluir orientações sobre o uso de carros oficiais, diárias e auxílio-moradia.
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