Brasil
12/03/2008 - 20h38

Com três meses de atraso, Congresso aprova Orçamento de 2008

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Congresso Nacional aprovou hoje o Orçamento Geral da União de 2008. Em um acordo fechado entre governo e oposição, os parlamentares aprovaram a peça orçamentária com três meses de atraso --depois de o governo ser obrigado a recalcular sua estimativa de gastos neste ano com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). No Senado, a proposta foi aprovada com 56 votos favoráveis, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Um pouco antes, a proposta foi aprovada na Câmara com 404 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção.

A sessão do Congresso transcorreu sem embates, já que a oposição aceitou o acordo para votar a matéria em troca da retirada do anexo de "metas e prioridades" incluído no texto pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso. No valor de R$ 534 milhões, o anexo destinava recursos para obras em 15 Estados que beneficiavam diretamente um grupo de 96 parlamentares --a maioria integrantes da Comissão de Orçamento.

Governo e oposição decidiram redistribuir os R$ 534 milhões ao longo da peça orçamentária. No total, 50% dos recursos do anexo serão distribuídos com base no FPE (Fundo de Participação dos Estados). Outros 40% serão divididos pelas bancadas estaduais com base no histórico dos últimos três anos de emendas apresentadas ao Orçamento.

Por fim, 10% dos recursos do anexo serão rateados entre as bancadas de acordo com o tamanho dos Estados, segundo critérios definidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A oposição também decidiu aprovar o Orçamento depois que o governo desistiu de retirar recursos da lei Kandir para investimentos em agricultura. Os recursos para a Lei Kandir somariam R$ 5,2 bilhões neste ano. Desse total, R$ 3,9 bilhões já estão previstos na proposta orçamentária. Outros R$ 1,3 bilhão viriam do aumento de arrecadação. Seriam retirados R$ 450 milhões dessa última parte --de R$ 1,3 bilhão-- para realização de investimentos em agricultura, mas o governo voltou atrás depois de protestos da oposição.

Rodoanel

O acordo com a oposição também garantiu a restituição de R$ 224 milhões dos recursos destinados às obras do Rodoanel, em São Paulo. O dinheiro havia sido retirado da proposta orçamentária pela Comissão Mista de Orçamento, mas foi recolocado no texto após forte pressão da bancada de São Paulo. No total, o Orçamento de 2008 prevê R$ 264 milhões para as obras do Rodoanel.

O Orçamento aprovado nesta quarta-feira prevê despesas de R$ 1,423 trilhão ao longo deste ano. O valor inclui o corte de R$ 12,4 bilhões no texto após a nova estimativa do governo para os gastos de 2008 após o fim da CPMF. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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