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Brasil
15/03/2008 - 08h31

Ibama descobre esconderijo de madeira nobre

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MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

Na terceira semana da Operação Arco de Fogo, fiscais do Ibama, da Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e da Polícia Ambiental do Pará apreenderam, durante ação conduzida anteontem à tarde, cerca de 300 toras de madeira nobre que estavam enterradas em uma serraria do município.

As toras estavam distribuídas sob serragens no pátio da serraria Santo André e só puderam ser identificadas porque havia chovido no local --a água possibilitou que os fiscais observassem o formato da madeira por debaixo do material.

O dono da empresa, cujo nome não foi divulgado, foi preso em flagrante. Foi a primeira prisão desde o começo da operação, deflagrada em 26 de fevereiro. De acordo com o governo estadual, a madeira escondida havia sido obtida de espécie nobre de árvores, como angelim e jatobá.

No mesmo dia, fiscais da secretaria, do Ibama e da Polícia Federal sobrevoaram uma área de cinco quilômetros em volta de Tailândia e descobriram que entre 300 a 500 toras foram abandonadas em um milharal próximo à rodovia PA-150.

Hoje deve ser realizada uma incursão por terra até o local para a retirada do material.

Ainda não se sabe a quem pertence o material, mas, segundo a Sema, os madeireiros estão procurando "subterfúgios" para driblar a fiscalização.

A secretaria informou ainda que, desde o início das ações, três serrarias tinham sido "desmontadas" (lacradas e com os equipamentos e estruturas retirados do local) pela PF. Outras oito estão lacradas e devem ter o mesmo destino.

Até ontem, 13,5 mil metros cúbicos de madeira haviam sido retiradas do pátio de nove serrarias de Tailândia. Desse material, 6.878 toras tiveram de ser transportadas em 527 viagens de caminhão. O restando foi levado até Belém (PA) por balsa.

O Ibama informou que, até quinta-feira, havia aplicado R$ 5 milhões em 52 multas lavradas no Estado.

Comentários dos leitores
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
A discussão continua, como a "dos sexos dos anjos".
Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
sem opinião
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Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 12 opiniões
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