Dilma afirma que governo espera impacto eleitoral positivo do PAC
GILMAR PENTEADO
da Agência Folha, em Porto Alegre
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não é um projeto eleitoreiro, mas admitiu que o governo federal espera que ele tenha um impacto eleitoral positivo.
"O PAC não é uma obra eleitoreira, daquelas que foram feitas às vésperas da eleição para resolver algum problema eleitoral", disse a ministra.
"Mas que ele pode ter impacto eleitoral, isso é uma outra questão que está na esfera política dos bons governos. Um bom governo é aquele que tem reconhecimento do povo quando ele faz obras justas, corretas, beneficia a sua população. Nesse sentido, nós consideramos que o PAC deve ser reconhecido, esperamos que seja."
Dilma, que participou hoje de audiência na Assembléia Legislativa gaúcha para falar sobre o programa, afirmou que o PAC foi visto com descrença e apontado como uma estratégia de marketing e pirotecnia. "No começo, falavam do PAC com descrença. Hoje, ele é uma realidade", disse.
A ministra defendeu, inclusive, que as obras não sejas afetadas pelos processos eleitorais. "Hoje, os programas corretos têm de ser feitos todos os anos. Essa história de que de dois em dois anos o país deve parar porque tem eleição é uma questão que só prejudica os milhões de brasileiros e interessa uma briga política rebaixada", disse.
Segundo ela, os maiores beneficiados são Estados governados pela oposição, como São Paulo e Minas Gerais, porque são os Estados mais populosos, e não regiões administradas pelo PT. Os dois Estados são governados pelo PSDB.
Dilma disse hoje que o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não retirou "nenhum centavo" do PAC na área de infra-estrutura. O prejuízo a investimentos do governo era usado como argumento para pregar a continuidade do imposto.
"Nenhum centavo foi retirado do PAC. Prejudicou, sim, projetos futuros", disse a ministra. Entre eles, estariam obras de transporte público, como ampliação de linhas de metrô e corredores de ônibus.
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Especial


Manuel
São Paulo - SP.
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Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
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Mas, Ministro, que o orçamento seja bem feito. Não como no último ano, em que o Senhor mesmo contou com o ovo ainda dentro da galinha e teve que refazer tudo, quando seu "planinho" não deu certo!
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