Brasil
14/03/2008 - 21h09

Dilma afirma que governo espera impacto eleitoral positivo do PAC

GILMAR PENTEADO
da Agência Folha, em Porto Alegre

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não é um projeto eleitoreiro, mas admitiu que o governo federal espera que ele tenha um impacto eleitoral positivo.

"O PAC não é uma obra eleitoreira, daquelas que foram feitas às vésperas da eleição para resolver algum problema eleitoral", disse a ministra.

"Mas que ele pode ter impacto eleitoral, isso é uma outra questão que está na esfera política dos bons governos. Um bom governo é aquele que tem reconhecimento do povo quando ele faz obras justas, corretas, beneficia a sua população. Nesse sentido, nós consideramos que o PAC deve ser reconhecido, esperamos que seja."

Dilma, que participou hoje de audiência na Assembléia Legislativa gaúcha para falar sobre o programa, afirmou que o PAC foi visto com descrença e apontado como uma estratégia de marketing e pirotecnia. "No começo, falavam do PAC com descrença. Hoje, ele é uma realidade", disse.

A ministra defendeu, inclusive, que as obras não sejas afetadas pelos processos eleitorais. "Hoje, os programas corretos têm de ser feitos todos os anos. Essa história de que de dois em dois anos o país deve parar porque tem eleição é uma questão que só prejudica os milhões de brasileiros e interessa uma briga política rebaixada", disse.

Segundo ela, os maiores beneficiados são Estados governados pela oposição, como São Paulo e Minas Gerais, porque são os Estados mais populosos, e não regiões administradas pelo PT. Os dois Estados são governados pelo PSDB.

Dilma disse hoje que o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não retirou "nenhum centavo" do PAC na área de infra-estrutura. O prejuízo a investimentos do governo era usado como argumento para pregar a continuidade do imposto.

"Nenhum centavo foi retirado do PAC. Prejudicou, sim, projetos futuros", disse a ministra. Entre eles, estariam obras de transporte público, como ampliação de linhas de metrô e corredores de ônibus.

Comentários dos leitores
Manuel da Silva (118) 02/06/2008 22h13
Manuel da Silva (118) 02/06/2008 22h13
Aqui tem petistas aloprados que em muito lembram o Chavez da Venezuela, num mix com o outro Chavez aquele do seriado da TV, que a todo instante diz "foi sem querer querendo" igual ao dito pelo Aparecido.

É uma bagunça total esse governo de incompetentes, o Chavez que lembra o da Venezuela é o imperador vermelho que fica lá em Brasília, em seu regime de governo totalitário não admite ser contrariado, embora seja omisso é um ditador gastador, quando o sapato aperta ele sai dizendo por ai que não sabe de nada.

O governo do Chavez omisso brasileiro está cercado de companheiros incompetentes por todos os lados, mas quando a coisa aperta, "sem querer querendo" os companheiros não aguentam e acabam "kaguetando" o nome dos componentes envolvidos em vários escândalos protagonizados pelos próprios.

É uma vergonha, gastador, mas sem gestão, os caras aloprados querem aumentar até o seguro DPVAT, além de querer recriar a CPMF.

Desse jeito nossa carga tributária vai para mais de 50%, sem dó nem piedade, aqui neste país precisamos trabalhar cinco meses por ano só para pagar impostos dos aloprados, e eles querem sempre mais e mais, nunca está bom para eles, vivem como se estivessem no Sultanato do Nepal sem se preocupar em momento algum com a plebe.

Mas isso vai mudar, ah se vai, estamos cansados de tantas vergonhas diárias, CHEGA!

Sds,
Manuel
São Paulo - SP.
sem opinião
avalie fechar
Maria Therezinha (67) 30/04/2008 16h19
Maria Therezinha (67) 30/04/2008 16h19
Àqueles politicos que em suas respectivas posses juraram respeitar a Constituição, se esqueceram do juramento, simplesmente preferiram se vender, e assim o brasileiro tem o bolso cada vez mais pesado pelos impostos criados por eles.
Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
4 opiniões
avalie fechar
Eduardo Petrucci Gigante (91) 30/04/2008 09h14
Eduardo Petrucci Gigante (91) 30/04/2008 09h14
PELOTAS / RS
Então, caro Ministro, precisa-se criar o mecanismo para o orçamento ser aprovado em tempo. Lembrar aos deputados e senadores que, em caso de atraso, o Executivo também não poderá repassar as verbas ao Legislativo. Com impacto imediato nas folhas de pagamento.
Mas, Ministro, que o orçamento seja bem feito. Não como no último ano, em que o Senhor mesmo contou com o ovo ainda dentro da galinha e teve que refazer tudo, quando seu "planinho" não deu certo!
17 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1104)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca