Após depor sobre mensalão, Gushiken diz confiar em sua absolvição
REGIANE SOARES
da Folha Online
O ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) depôs hoje para a juíza federal Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal, sobre seu suposto envolvimento com o mensalão. Na saída do depoimento, Gushiken afirmou estar confiante em sua absolvição.
"Foi um depoimento bastante rápido. Estou confiante na minha absolvição, sobretudo porque quatro ministros do STF [Supremo Tribunal Federal] rejeitaram minha denúncia. E o próprio relator, Joaquim Barboza, na ocasião, disse que se fosse julgar o meu caso me inocentaria. Estou muito tranqüilo", afirmou ele.
Questionado se tinha a intenção de sair candidato nas eleições municipais de outubro, Gushiken foi enfático: "Não".
Ao final, ele voltou a dizer que ficou "muito satisfeito" com seu depoimento. Gushiken foi denunciado pela PGR (Procuradoria Geral da República) pelo crime de peculato.
Banco Rural
A ex-vice-presidente operacional do Banco Rural Ayanna Tenório, que depôs antes de Gushiken, negou os crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e formação de quadrilha.
Segundo o advogado dela, Rodrigo Mendonça, ela explicou sua função no banco e o motivo de ter autorizado duas renovações de crédito para empresas do publicitário Marcos Valério, acusado de ser o operador do mensalão.
De acordo com o advogado, a operação foi "absolutamente normal", pois já chegava às mãos da ex-vice-presidente com parecer técnico favorável do comitê de crédito.
"Ela aprovava por uma questão de formalidade necessária por ser a vice-presidente operacional", disse Mendonça.
Sobre os 65 saques realizados por Tenório --que foram classificados como lavagem de dinheiro na denúncia--, o advogado disse que as operações foram realizados a pedido do próprio sacado --que não foi informado-- e que ela não teve envolvimento com isso. "Ela disse que os saques seguiram o procedimento absolutamente normal do banco. O banco tinha tudo isso registrado e informado ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)."
Ele negou que Tenório tenha responsabilizado alguém por essas operações. Segundo o advogado, o banco é setorizado e ela é quem respondia pela área operacional.
A juíza ouve ainda hoje o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro.
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Manoel de Brito Oliveira
Ilha Solteira-SP
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