Vale consegue liminar para proibir MST de invadir propriedades da empresa
da Folha Online
A Vale informou hoje que obteve uma liminar na 41ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que proíbe tanto o MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) quanto João Stédile --um de seus dirigentes --de "incitar e de promover a prática de atos violentos contra as instalações" da empresa. De acordo com a Vale, o MST e Stédile também estão proibidos de "praticar atos que importem na interrupção de suas atividades".
Procurado pela reportagem, nenhum representante do MST foi localizado para comentar a decisão da Justiça. Stédile também não foi localizado.
Em nota, a Vale informa que tomou a decisão de recorrer à Justiça "diante dos sucessivos ataques que a empresa vem sofrendo pelo MST desde o início do ano passado". A empresa informa que foram oito invasões desde março de 2007.
Na semana passada, integrantes da Via Campesina ocuparam a ferrovia Vitória-Minas, na altura de Resplendor (MG).
Na ocasião, o diretor-executivo de assuntos corporativos e energia da companhia, Tito Martins, disse que a Vale estuda processar representantes nacionais do MST. "Estamos estudando acionar juridicamente os responsáveis por este episódio em todas as esferas", disse Martins, que chamou o ato de criminoso.
"A medida alcança o MST e seu principal dirigente uma vez que, de acordo com a Justiça, 'o fato de o primeiro réu (MST) não possuir personalidade jurídica não impede sua participação em processo judicial, devendo seu dirigente nacional representá-lo'", diz a nota divulgada hoje pela Vale. "Não cabe discutir no processo "os motivos que levaram os integrantes do primeiro (MST) a realizarem tal tipo de manifestação (prática de atos violentos), mas sim se é permitido esse tipo de protesto em um Estado Democrático de Direito."
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Especial


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Diga-me com quem andas....
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Querer um local para residir e obter o sustento de suas famílias é uma coisa, invadir propriedades de terceiros é outra bem diferente.
A falta de vontade do governo para a solução desses problemas de reforma agrária é gritante e, enquanto isso, os integranntes do MST e semelhantes não tem limites para agir em propriedades alheias.
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