Governo proíbe contratos com empresa suspeita de liderar máfia das ambulâncias
da Folha Online
A CGU (Controladoria-Geral da União) considerou inidônea a Planam, empresa suspeita de liderar a suposta máfia das ambulâncias. A declaração de inidoneidade da empresa deve ser publicada no "Diário Oficial" da União desta quarta-feira (19).
Além da Planam, também foram declaradas inidôneas outras três empresas ligadas ao grupo: anta Maria, Klass e Enir Rodrigues de Jesus EPP. Com essa declaração, as quatro empresas ficam impedidas de serem contratadas pelo governo e de participar de licitações públicas.
De acordo com a CGU, a declaração de inidoneidade é resultado de um processo administrativo que foi aberto para examinar irregularidades atribuídas às quatro empresas em suas relações com a administração pública, como simulação de competição, superfaturamento, falsificação de homologação em licitações, adulteração de documentos fiscais, inexecução parcial de contratos com a entrega de veículos em desacordo com as especificações licitadas, entre outras.
Essas irregularidades também foram investigadas pela durante a Operação Sanguessuga, da Polícia Federal.
Após a operação, foi instalada no Congresso uma CPI para investigar o esquema --a comissão foi chamada de CPI dos Sanguessugas. É que havia a suspeita de que envolvimento de parlamentares com o esquema. Por meio de emendas parlamentares, a Planam vendia ambulâncias para diversas prefeituras do país. O dinheiro usado para a compra dessas ambulâncias vinha do Ministério da Saúde.
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