Paulo Bernardo defende extinção das chamadas "contas B"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) defendeu nesta quarta-feira, durante depoimento à CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos, a extinção das chamadas "contas B", que deram origem ao atual modelo dos cartões. Na opinião do ministro, apesar de algumas falhas, a utilização dos cartões permite maior transparência nos gastos do governo do que as "contas B".
"Nas contas tipo B, a transparência é zero. Para ter acesso aos gastos, só se for lá e abrir as contas. A vantagem do cartão, mesmo com os saques, é a transparência", afirmou. O ministro disse que a maior contribuição da CPI poderá ser sugerir a extinção das "contas B" --que embora sejam atualmente em número reduzido, ainda são utilizadas na administração federal.
Assim como Bernardo, o ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União) também disse hoje que as "contas B" não permitem a transparência nos gastos. A Folha Online apurou que, por orientação do governo, os ministros afinaram o discurso na defesa dos cartões corporativos já que, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), as "contas B" foram extensivamente utilizadas.
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) reagiu às afirmações de Bernardo no que diz respeito às investigações da CPI. "A função desta comissão é muito maior do que está sendo pensado por Vossa Excelência. Assim com as contas B, muitos outros fatos virão à luz", disse o tucano.
Diárias
A exemplo de Hage, Bernardo também defendeu o retorno do pagamento de diárias aos ministros para gastos em viagens. O ministro ressaltou, porém, que também poderão ocorrer irregularidades no pagamento das diárias, assim como ocorreu com os cartões corporativos.
"Em 1991 ou 1992 foram extintas as diárias para os ministros. Quando viajam, os ministros têm as despesas pagas com o cartão. O nosso entendimento é que o ministro não deve ter o cartão em seu nome. A recomendação é que haja um servidor responsável pelos seus gastos", disse Bernardo.
O ministro reiterou a disposição do governo federal em disponibilizar na internet as informações de saques realizados por meio de cartões corporativos. Atualmente, o Portal da Transparência da CGU já divulga os valores dos saques e os responsáveis pela sua efetivação. O governo, porém, estuda divulgar as notas fiscais dos gastos realizados com os saques.
Na véspera do feriado da Semana Santa, somente seis deputados acompanharam o início do depoimento de Bernardo à CPI. O Senado e a Câmara não terão expediente nesta quinta-feira, motivo que levou muitos parlamentares a deixarem o Congresso antecipadamente na tarde de hoje.
Leia mais
- Banco do Brasil paga auxílio à PM com cartões corporativos no TO
- Serrano diz que ameaça de esvaziamento da CPI dos Cartões é prematura
- Em ano eleitoral, CPIs se arrastam no Congresso sem resultados
- Oposição ameaça deixar CPI dos Cartões em represália à suposta blindagem do governo
Especial



Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
avalie fechar
avalie fechar
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
avalie fechar