Sobe para 28 nº de presos por fraudes na Junta Comercial do Rio
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, já prendeu nesta quarta-feira 28 acusados por fraudes na Junta Comercial do Rio.
A operação, batizada de Rio Branco, ainda cumpre outros oito mandados de prisão. Dos 36 mandados expedidos pela Justiça, 25 são contra funcionários da própria Junta, que estavam espalhados por dez setores do órgão, de acordo com as investigações.
Segundo a Draco, o grupo agia há cerca de 14 anos e já causou prejuízo de cerca de R$ 20 milhões dos cofres públicos.
As investigações, feitas durante um ano e que envolveram escutas telefônicas e filmagens na Junta Comercial, apontam que a quadrilha era dividida em três grupos. Um deles, com 25 pessoas, comandava um esquema de alteração de dados de empresas na Junta. O outro, de seis pessoas, emitia documentos falsos e um terceiro, com cinco integrantes, fazia venda de cópias de documentos que, normalmente, teriam que ser executadas mediante o pagamento de uma taxa que ia para os cofres do Estado do Rio.
Era deste último que vinham os maiores prejuízos, segundo a Secretaria de Segurança do Rio. A Draco informou que ainda não começou a investigar o patrimônio dos acusados e a detalhar empresas que se beneficiariam do esquema.
Os acusados de envolvimento do esquema que não eram funcionários da Junta Comercial atuavam, em sua maioria, na porta do órgão oferecendo os serviços ilegais.
Imagens feitas na investigação mostram integrantes da quadrilha entregando documentos a pessoas em troca de dinheiro em frente ao portão de entrada da Junta Comercial, que fica na avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas do centro da cidade.
A Secretaria de Segurança do Rio ainda não divulgou o nome dos presos.
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