MST é notificado sobre decisão que proíbe movimento de invadir a Vale, diz empresa
da Folha Online
A Vale informou que o dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) João Pedro Stédile foi notificado nesta quarta-feira da liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro que o proibiu de "incitar e de promover a prática de atos violentos contra as instalações" da empresa. A decisão também inclui o MST.
Procurada pela reportagem, o MST informou que vai se posicionar ainda hoje sobre a decisão.
| Divulgação |
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| Stédile é notificado por oficial de Justiça da decisão que proíbe invasão na Vale |
De acordo com a Vale, o MST e Stédile também estão proibidos de "praticar atos que importem na interrupção de suas atividades" da empresa. Ambos têm 15 dias para recorrer da decisão.
Em nota divulgada hoje, a Vale explica que o recurso apresentado pela empresa é um instrumento legítimo previsto na Constituição Federal e "acessível a qualquer cidadão que se sinta agredido injustamente por quem quer que seja."
A Vale informou também que tomou a decisão de recorrer à Justiça "diante dos sucessivos ataques que a empresa vem sofrendo pelo MST desde o início do ano passado". A empresa informa que foram oito invasões desde março de 2007.
Na semana passada, integrantes da Via Campesina ocuparam a ferrovia Vitória-Minas, na altura de Resplendor (MG).
Na ocasião, o diretor-executivo de assuntos corporativos e energia da companhia, Tito Martins, disse que a Vale estuda processar representantes nacionais do MST. "Estamos estudando acionar juridicamente os responsáveis por este episódio em todas as esferas", disse Martins, que chamou o ato de criminoso.
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