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Brasil
24/03/2008 - 10h31

Bolsa Família acelera em regiões com mais eleitores

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JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

Grandes centros urbanos administrados por aliados do governo Lula foram os que registraram os melhores índices de incremento dos recursos recebidos do Bolsa Família desde a criação do programa de distribuição direta de dinheiro ao cidadão, no final de 2003.

É o que mostra levantamento feito pela Folha --com base nas transferências de verba do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social)-- para os 25 maiores colégios eleitorais do país. PMDB, PSB, PC do B, PDT e PP, além, é claro, do PT, integram a coalização governista hoje em Brasília.

O levantamento comparou o que as cidades recebiam de recursos quando o programa começou e quanto recebem agora. Em todas houve crescimento, mas em ritmo diferente. As cinco cidades que antes eram administradas pelos partidos de oposição frontal a Lula e passaram a ser geridas por políticos da base aliada registraram incremento de recursos --46% no total.

Municípios com prefeitos que estavam e seguiram apoiando o governo do presidente Lula também tiveram um salto no dinheiro recebido.

O governo nega critérios eleitorais para a distribuição de recursos. E diz que o dinheiro é repassado diretamente ao beneficiário do programa, por meio de cartão magnético, sem a participação (e, teoricamente, sem bônus político) de prefeituras ou governos estaduais.
Duque de Caxias, administrada pelo PMDB na Baixada Fluminense, Recife, capital de Pernambuco que tem como prefeito João Paulo Silva (PT), e Osasco, cidade petista da Grande SP, ocupam as primeiras posições do ranking.

As três tiveram aumentos nos repasses, em relação a 2004, que superam 200%. Duque de Caxias recebe 262% a mais. Recife, 219%, e Osasco, 212%. Nos 25 maiores colégios, o incremento geral foi de 77,6%. No mesmo período, o programa cresceu 67% em todo o país, saltando de um total de R$ 5,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões (valores acrescidos do custeio da bolsa).

O município fluminense recebeu R$ 30,1 milhões no ano passado, contra R$ 8,3 milhões em 2004, quando a cidade era administrada por Zito Santos (PSDB). Osasco fechou 2007 com R$ 12,8 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social. Três anos antes, na gestão de Celso Giglio (PSDB), o total anual ficou em R$ 4,1 milhões.

Em Recife, onde João Paulo Silva se reelegeu em 2004, os repasses do Bolsa Família saltaram de R$ 25,6 milhões naquele ano para R$ 81,8 milhões no ano passado.

Em quinto lugar, está outro município comandado por petistas, Guarulhos (Grande SP), atrás de Campinas (SP), cidade administrada pelo prefeito Dr. Hélio (PDT), aliado do presidente Lula e que deverá ter a candidatura à reeleição apoiada pelo Planalto e pelo PT.

Oposição

Na eleição de 2006, que deu a Lula o segundo mandato, a oposição acusou o governo de ter criado com o Bolsa Família uma fábrica de votos, especialmente na região Nordeste. O levantamento mostra também que o programa, desde o ano passado, está concentrando suas forças nas grandes manchas urbanas de Sul e Sudeste.

Entre as dez primeiras do ranking, apenas a cidade do Rio de Janeiro, no sexto posto, tem à frente um prefeito de oposição ao Planalto, o democrata Cesar Maia. A capital fluminense pulou de R$ 38,2 milhões em 2004 para R$ 90,4 milhões -136% de elevação.

Em valores nominais, no entanto, o Rio continua atrás de Fortaleza e Salvador.
São Paulo, do também democrata Gilberto Kassab e que tem o PSDB na administração, ocupa a 14ª posição --de R$ 93,2 milhões foi para R$ 157,5 milhões, um aumento de 69%.

Em valores nominais, a capital paulista, maior cidade da América do Sul, fica apenas uma posição acima de Fortaleza, administrada pelo PT, que recebeu no ano passado R$ 105,1 milhões --46% de incremento nos valores.

No início do Bolsa Família, Fortaleza e outras cidades do Nordeste foram escolhidas como uma espécie de pilotos para a implantação do programa. Por conta disso, em 2004 a capital do Ceará recebeu R$ 71,9 milhões, atrás de São Paulo e Salvador em termos nominais.

De lá para cá, no entanto, a cidade de Luizianne Lins (PT) superou Salvador, do recém-filiado ao PMDB João Henrique, aliado do governador Jaques Wagner (PT).

A última posição do ranking é dividida entre Curitiba, do tucano Beto Richa, e Belo Horizonte, do petista Fernando Pimentel. Mas a capital mineira, a exemplo do que ocorreu com Fortaleza, também largou em vantagem em 2004: na quarta posição em valores nominais --R$ 43,8 milhões, à frente até do Rio de Janeiro.

Comentários dos leitores
Antônio Costa (28) 20/11/2009 23h04
Antônio Costa (28) 20/11/2009 23h04
Sr. Cássio, continua o seu périplo só para falar mal do PSDB e do FHC, sempre com as mesmas baboseiras? Não sou FHC, mas não gosto de injustiças.
O Sr. fala que FHC foi um carrasco para os aposentados. Mas, é o Lula que está aplicando o "MATA VÉIO". O site do IPEA, órgão que sofreu aparelhamento do PT, traz um estudo sobre o impacto da implantação do fator previdenciário entre 1999 e 2004. Realmente a regra foi aprovada no governo FHC e tem o objetivo de estimular o retardamento da decisão de aposentar-se pelo critério do tempo de contribuição. Com isso, ajuda a equilibrar um sistema desenhado quando a expectativa de vida no Brasil era bem mais baixa. A conclusão do GOVERNO PETISTA é que o modelo tem mais pontos positivos que negativos. É a LEI 9.876, de 26.11.1999. Olha aí, o governo do PT ELOGIANDO o de FHC. Não chega a ser uma novidade, mas é sempre divertido. E agora, o Lula NÃO QUER o fim do fator previdenciário, que foi criado para desestimular as aposentadorias precoces. O fator proporcionou ao INSS uma economia estimada em R$ 10 bilhões. O Lula aceitou apenas uma mudança superficial de critério, que é o chamado fator 95. O Lula disse que se a Câmara acabar com o fator previdenciário, ELE VAI VETAR. O Lula está prejudicando os aposentados, impedindo o fim do fator previdenciário. Ora, lembra do Berzoíni, presidente do PT, quando Ministro da Previdência, que considerou desonestos os aposentados, fazendo-os enfrentar filas quilométricas para se recadastrarem. Ô, mala!
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Alcides Emanuelli (1927) 20/11/2009 22h26
Alcides Emanuelli (1927) 20/11/2009 22h26
Vejo que esses sistemas paleativos e assistencialistas deveriam existirem como um complemento seguro desemprego.
Ajudar ao povo que não tem emprego a não passar fome e distribuir em vez de dinheiro alimentos, para eles não poderem comprar armas com esse dinheiro para assaltarem e materem inocentes ou que pagou imposto para eles terem esse dinheiro e matarem os mesmo para roubar.
Alimentos o importante e mais importante ainda por dois anos alimentos e nesse periodo ensinar a pescar, conseguir emprego para todos, fazer eles terem dignidades e não praticar o Ocio, e viver na miséria, não precisando trabalhar só votar.
É triste isso que esta acontecendo, mas o que não faz o corporativismo do PT que tem o interesse que cega a todos por politicas sociais e sim politicas de resultados em troca de gratidão de votos para se perpetuarem no Poder.
O dificil é entender como essa situação persiste a existir e imposta pelo PT que chamava a toda a Politica desde os tempos de ditadura militar de situações Paleativas.
Hoje eles são praticantes desse sistema que troca a dignidade pela gratidão, tirando todos os direitos de liberdade pela gratidão das esmolas e votar sempre em quem dá esmolas.
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Elias inácio (21) 20/11/2009 22h15
Elias inácio (21) 20/11/2009 22h15
A ONU pode se espelhar no bolça familia, se antes não verificar o funcionamento verdadeiro.
Pois no nordeste ha muitos desocupados comendo desta esmola tirada do suor de quem trabalha suado. Basta que o cabra fabrique bastentes filhos que ja fica com o burro na sombra. So no brasil.
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