Brasil
24/03/2008 - 21h44

PT endurece regras para fechar coligação com partidos de oposição

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O diretório nacional do PT decidiu hoje impor regras mais duras para as coligações do partido com legendas que não integram a base aliada do governo federal. De olho nas eleições de 2010, o diretório decidiu que a executiva nacional do PT terá que decidir sobre alianças com legendas de oposição em capitais ou nos municípios com mais de 200 mil habitantes --onde houver segundo turno e transmissão de campanhas eleitorais na TV.

A mudança determina que a cúpula do partido bata o martelo sobre as alianças. Antes da executiva decidir as alianças, porém, os diretórios municipal e estadual também terão que avalizar as coligações. "Quando for feita uma aliança com partidos de fora da base governo Lula, a questão tem de ser aprovada em três instâncias: nos diretórios municipais e nas comissões executivas estadual e nacional", disse o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP).

Na prática, a decisão pode trazer prejuízos à aliança do PT com o PSDB nas eleições municipais deste ano em Belo Horizonte (MG). O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP), disse que a aliança poderá não sair do papel caso a executiva não apóie a coligação entre PT-PSDB --que cogita a união em torno da candidatura de Marcio Lacerda (PSB) à Prefeitura de Belo Horizonte.

"A executiva pode analisar que o que está por trás é uma tentativa de aproximação política, como se fosse algo que pudesse apontar para uma aproximação entre PT e PSDB. Nós não acreditamos que haja qualquer ambiente para isso. (...) Mas não há veto a priori", afirmou.

Cardozo admitiu, durante a reunião do diretório do PT, que as alianças entre o partido e legendas não aliadas do governo federal serão casos "excepcionais" para o partido. O secretário-geral do PT disse que o partido vai analisar a conjuntura eleitoral de 2010 para decidir sobre as alianças.

"Alianças que descaracterizem a eleição de 2010 jamais devem ser permitidas. [...] As eleições municipais deste ano tem que estar voltadas para acumular força política para 2010. Temos adversários antagônicos, partidos que não se colocam na nossa relação direta. [As alianças] têm que ser decididas caso a caso", enfatizou.

Apesar das regras mais duras, a flexibilidade do partido às alianças irritou a ala mais oposicionista do PT. O deputado Raul Pont (PT-RS), que integra a "Democracia Socialista" do PT, disse que a decisão abre brechas para que petistas se coliguem com a oposição.

"A orientação era para abrir exceções analisando caso a caso coligações com outros partidos da base. Temos que fazer uma preparação para 2010. E a política do DEM e do PSDB é de oposição ao governo Lula", disse o deputado.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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