Brasil
26/03/2008 - 11h49

Clima esquenta e Arthur Virgílio e Almeida Lima batem boca na CPI dos Cartões

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

No embate entre governo e oposição para a quebra dos sigilos de gastos da Presidência da República com Cartões Corporativos, o clima esquentou esta manhã na CPI que investiga irregularidades no uso dos cartões. Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Almeida Lima (PMDB-SE) bateram boca depois que o tucano negou pedido para que o deputado Carlos Willian (PTC-MG) fizesse uma intervenção à comissão durante o seu discurso.

"Na minha vez, não fala", disse Virgílio. Em resposta, Lima disse que o regimento do Senado não impede que um líder faça suas considerações enquanto outro parlamentar discursa. "Uma questão de ordem pode submeter a palavra de quem estiver fazendo o uso da palavra", rebateu.

Nervoso, Virgílio partiu para o ataque contra o senador peemedebista. "O senador Almeida Lima era o mais fiel para o PSDB há alguns dias. Foi muito fiel a mim, que era líder do partido, enquanto não mudou de lado", ironizou.

Aos gritos, Lima negou que tenha "mudado de lado" depois que o PMDB passou a apoiar a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os peemedebistas também integravam a base de apoio ao governo --motivo que provocou o comentário de Virgílio.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), teve que pedir calma ao plenário para restabelecer os trabalhos da comissão.

Bate-boca

Parlamentares da base aliada acusaram Serrano de ter privilegiado deputados e senadores da oposição ao permitir que somente a oposição tenha direito aos discursos na CPI. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) reagiu depois que a senadora pediu que interrompesse o seu discurso, ao completar os cinco minutos para as palavras de cada parlamentar, como previsto pelo regimento do Senado.

"Pelo que a senhora não imponha o rigor máximo quando fala o líder do governo, nem o rigor mínimo quando fala o líder da oposição", criticou.

A senadora rebateu as críticas ao afirmar que vêm conduzindo os trabalhos da comissão de forma "isenta". "Eu não vou admitir essas acusações. Nunca ninguém aqui deixou de falar", enfatizou.

A sessão da CPI, nesta quarta-feira, é destinada à votação de requerimentos de quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com cartões corporativos. Até o momento, no entanto, nenhum requerimento foi colocado em votação.

Os parlamentares do governo e da oposição vêm trocando farpas sobre a condução das investigações, o tempo dos discursos, além da quebra dos sigilos dos gastos da Presidência da República com cartões corporativos.

A oposição também reagiu ao suposto dossiê que teria sido elaborado pela Casa Civil com informações que comprometeriam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no uso dos cartões corporativos e contas B. Os governistas criticaram a divulgação do suposto dossiê pela revista "Veja", mas negaram qualquer vazamento de informações pelo Palácio do Planalto.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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