Clima esquenta e Arthur Virgílio e Almeida Lima batem boca na CPI dos Cartões
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
No embate entre governo e oposição para a quebra dos sigilos de gastos da Presidência da República com Cartões Corporativos, o clima esquentou esta manhã na CPI que investiga irregularidades no uso dos cartões. Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Almeida Lima (PMDB-SE) bateram boca depois que o tucano negou pedido para que o deputado Carlos Willian (PTC-MG) fizesse uma intervenção à comissão durante o seu discurso.
"Na minha vez, não fala", disse Virgílio. Em resposta, Lima disse que o regimento do Senado não impede que um líder faça suas considerações enquanto outro parlamentar discursa. "Uma questão de ordem pode submeter a palavra de quem estiver fazendo o uso da palavra", rebateu.
Nervoso, Virgílio partiu para o ataque contra o senador peemedebista. "O senador Almeida Lima era o mais fiel para o PSDB há alguns dias. Foi muito fiel a mim, que era líder do partido, enquanto não mudou de lado", ironizou.
Aos gritos, Lima negou que tenha "mudado de lado" depois que o PMDB passou a apoiar a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os peemedebistas também integravam a base de apoio ao governo --motivo que provocou o comentário de Virgílio.
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), teve que pedir calma ao plenário para restabelecer os trabalhos da comissão.
Bate-boca
Parlamentares da base aliada acusaram Serrano de ter privilegiado deputados e senadores da oposição ao permitir que somente a oposição tenha direito aos discursos na CPI. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) reagiu depois que a senadora pediu que interrompesse o seu discurso, ao completar os cinco minutos para as palavras de cada parlamentar, como previsto pelo regimento do Senado.
"Pelo que a senhora não imponha o rigor máximo quando fala o líder do governo, nem o rigor mínimo quando fala o líder da oposição", criticou.
A senadora rebateu as críticas ao afirmar que vêm conduzindo os trabalhos da comissão de forma "isenta". "Eu não vou admitir essas acusações. Nunca ninguém aqui deixou de falar", enfatizou.
A sessão da CPI, nesta quarta-feira, é destinada à votação de requerimentos de quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com cartões corporativos. Até o momento, no entanto, nenhum requerimento foi colocado em votação.
Os parlamentares do governo e da oposição vêm trocando farpas sobre a condução das investigações, o tempo dos discursos, além da quebra dos sigilos dos gastos da Presidência da República com cartões corporativos.
A oposição também reagiu ao suposto dossiê que teria sido elaborado pela Casa Civil com informações que comprometeriam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no uso dos cartões corporativos e contas B. Os governistas criticaram a divulgação do suposto dossiê pela revista "Veja", mas negaram qualquer vazamento de informações pelo Palácio do Planalto.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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