Dilma nega dossiê contra FHC, mas admite "banco de dados"
da Folha Online, em SP e Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta sexta-feira a elaboração de um dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher, Ruth Cardoso, e ministros da gestão tucana, conforme revelou hoje reportagem da Folha.
Em entrevista em Recife (PE), segundo a rádio CBN, Dilma afirmou que o governo montou um "banco de dados" com informações sobre despesas com cartões corporativos para atender possíveis pedidos legais.
A ministra ainda afirmou que a coleta de informações não teve a característica de investigar o ex-presidente FHC.
O vice-presidente José Alencar e o ministro Tarso Genro (Justiça) também negaram hoje a existência de um suposto dossiê. "Não há dossiê. Há uma sindicância. Isso é normal. É uma sindicância administrativa", disse Tarso Genro.
Alencar afirmou que as informações contidas no suposto dossiê foram solicitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). "Essas informações são rotina no governo. Nunca houve nenhum dossiê para nenhum objetivo diferente do que preparar informações não só daquele período como de outros períodos. Isso é rotina, isso é normal."
Sem citar a oposição, o vice-presidente disse que estão fazendo "tempestade em copo d'água" com essa informação. "Não foi má fé nem coisa nenhuma. Aquilo não tem absolutamente nada. Mesmo porque estão fazendo das informações ali uma tempestade num copo d'água."
Mais enfático, Tarso afirmou que a polêmica é resultado do embate político entre governo e oposição. "A oposição está com os ânimos muito acirrados porque vamos entrar em um período eleitoral. E o presidente está com um acolhimento da população inédito na história do país e cabe à oposição criar fatos políticos para fazer debates públicos."
O ministro descartou ainda a possibilidade de o Ministério da Justiça ou da Polícia Federal serem acionadas para investigar o vazamento das informações do suposto dossiê para intimidar a oposição na CPI dos Cartões. "O Ministério da Justiça e a PF nada têm a ver com isso. Não vão ser instrumentalizados na luta política."
Dossiê
De acordo com a reportagem da Folha, foi a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma, quem deu a ordem para a organização do dossiê.
Quando o trabalho começou a ser feito, corriam as negociações no Congresso para investigar gastos com cartões corporativos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por pressão de políticos governistas, as investigações recuariam ao período de governo tucano.
Com 13 páginas, o documento registra com detalhes e fora da ordem cronológica diversos gastos, com ênfase nos feitos por Ruth Cardoso e naqueles envolvendo bebidas e itens como lixas de unha e veludo alemão.
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Especial


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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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